quinta-feira, 31 de março de 2016

Evangelho do Dia 31/03/2016

A paz esteja convosco! - Lc 24, 35-48
Texto Bíblico
Naquele tempo, 35os discípulos contaram o que tinha acontecido no caminho, e como tinham reconhecido Jesus ao partir o pão. 36Ainda estavam falando, quando o próprio Jesus apareceu no meio deles e lhes disse: “A paz esteja convosco!” 37Eles ficaram assustados e cheios de medo, pensando que estavam vendo um fantasma. 38Mas Jesus disse: “Por que estais preocupados, e por que tendes dúvidas no coração? 39Vede minhas mãos e meus pés: sou eu mesmo! Tocai em mim e vede! Um fantasma não tem carne, nem ossos, como estais vendo que eu tenho”. 40E dizendo isso, Jesus mostrou-lhes as mãos e os pés. 41Mas eles ainda não podiam acreditar, porque estavam muito alegres e surpresos. Então Jesus disse: “Tendes aqui alguma coisa para comer?” 42Deram-lhe um pedaço de peixe assado. 43Ele o tomou e comeu diante deles. 44Depois disse-lhes: “São estas as coisas que vos falei quando ainda estava convosco: era preciso que se cumprisse tudo o que está escrito sobre mim na Lei de Moisés, nos Profetas e nos Salmos”. 45Então Jesus abriu a inteligência dos discípulos para entenderem as Escrituras, 46e lhes disse: “Assim está escrito: o Cristo sofrerá e ressuscitará dos mortos ao terceiro dia 47e no seu nome, serão anunciados a conversão e o perdão dos pecados a todas as nações, começando por Jerusalém. 48Vós sereis testemunhas de tudo isso”.

Entendendo o texto
Quando a comunidade está reunida, realiza-se a experiência pascal, a experiência da presença do Ressuscitado. Esta presença é a manifestação do Deus da Paz, o Deus real, o Deus vivo e verdadeiro. Não é a manifestação de um fantasma qualquer. Esta experiência comunitária da presença do Ressuscitado faz com que a comunidade se torne evangelizadora, testemunha de todos os valores pelos quais Jesus morreu e ressuscitou, se torne testemunha de que de fato Jesus é o Filho do Deus vivo, que cumpriu plenamente a vontade do Pai. Onde estivermos, precisamos ser presença de paz! Não é que encontremos a resposta imediata para as nossas inquietações, de uma hora para outra. Nós podemos e devemos viver as inquietações, que são próprias de um coração que não se conforma com a mediocridade e com as coisas erradas. Entretanto, nenhuma preocupação e inquietação pode ser maior do que a paz que vem do coração de Deus.

Rezando
Jesus, permita que eu seja mergulhado em Tua paz e não seja ingênuo de achar que “paz” é quando não estamos em conflito com ninguém. Podemos ter conflitos entre nós, nos desentender com o outro por esta ou aquela situação, mas o desentendimento não pode ser maior que a paz. Senhor, dá-nos sua paz.

Abençoando
Traçando o sinal da cruz em você diga: 
Abençoai-me Senhor Deus que é † Pai, Filho e Espírito Santo, para que eu viva sempre no seu amor e fazendo só o bem a todos. Amém!

Adaptado: Flávio Cnbb Cn Fano

quarta-feira, 30 de março de 2016

Evangelho do Dia 30/03/2016

A caminho de Emaús - Lc 24, 13-35
Texto Bíblico
13Naquele mesmo dia, o primeiro da semana, dois dos discípulos de Jesus iam para um povoado chamado Emaús, distante onze quilômetros de Jerusalém. 14Conversavam sobre todas as coisas que tinham acontecido. 15Enquanto conversavam e discutiam, o próprio Jesus se aproximou e começou a caminhar com eles. 16Os discípulos, porém, estavam como que cegos, e não o reconheceram. 17Então Jesus perguntou: “Que ides conversando pelo caminho?” Eles pararam, com o rosto triste, 18e um deles chamado Cléofas, lhe disse: “Tu és o único peregrino em Jerusalém que não sabe o que lá aconteceu nestes últimos dias? 19Ele perguntou: “Que foi?” Os discípulos responderam: “O que aconteceu com Jesus, o Nazareno, que foi um profeta poderoso em obras e palavras, diante de Deus e diante de todo o povo. 20Nossos sumos sacerdotes e nossos chefes o entregaram para ser condenado à morte e o crucificaram. 21Nós esperávamos que ele fosse libertar Israel, mas, apesar de tudo isso, já faz três dias que todas essas coisas aconteceram! 22É verdade que algumas mulheres do nosso grupo nos deram um susto. Elas foram de madrugada ao túmulo 23e não encontraram o corpo dele. Então voltaram, dizendo que tinham visto anjos e que estes afirmaram que Jesus está vivo. 24Alguns dos nossos foram ao túmulo e encontraram as coisas como as mulheres tinham dito. A ele, porém, ninguém o viu”. 25Então Jesus lhes disse: “Como sois sem inteligência e lentos para crer em tudo o que os profetas falaram! 26Será que o Cristo não devia sofrer tudo isso para entrar na sua glória?” 27E, começando por Moisés e passando pelos Profetas, explicava aos discípulos todas as passagens da Escritura que falavam a respeito dele. 28Quando chegaram perto do povoado para onde iam, Jesus fez de conta que ia mais adiante. 29Eles, porém, insistiram com Jesus, dizendo: “Fica conosco, pois já é tarde e a noite vem chegando!” Jesus entrou para ficar com eles. 30Quando se sentou à mesa com eles, tomou o pão, abençoou-o, partiu-o e lhes distribuía. 31Nisso os olhos dos discípulos se abriram e eles reconheceram Jesus. Jesus, porém, desapareceu da frente deles. 32Então um disse ao outro: “Não estava ardendo o nosso coração quando ele nos falava pelo caminho, e nos explicava as Escrituras?” 33Naquela mesma hora, eles se levantaram e voltaram para Jerusalém onde encontraram os Onze reunidos com os outros. 34E estes confirmaram: “Realmente, o Senhor ressuscitou e apareceu a Simão!” 35Então os dois contaram o que tinha acontecido no caminho, e como tinham reconhecido Jesus ao partir o pão.

Entendendo o texto
Os dois discípulos caminhavam de Jerusalém para Emaús com uma tristeza muito grande, porque estavam arrasados com tudo o que havia acontecido. A tristeza, o desânimo, o abatimento tomou conta deles e iam pelo caminho revivendo tudo aquilo, discutindo o que tinha acontecido com Jesus, de quem eram discípulos e seguidores e o quanto amavam o Mestre. Enquanto caminhavam, o próprio Jesus apareceu entre eles, mas, num primeiro momento, não O reconheceram. Sabe, muitas vezes, nós caminhamos na vida como esses discípulos. Estamos indo pelo caminho, pelas estradas da vida, a pé ou de carro; vamos para lá e para cá discutindo as coisas que estão acontecendo no meio de nós: coisas boas e também difíceis, desastrosas e tristes. O nosso coração fica abatido. Mas Jesus caminha conosco e tudo aquilo que conversamos, uns com os outros, precisamos partilhar com Ele. Se é bom partilhar a vida com quem amamos, melhor ainda é partilhar o nosso coração com Jesus, o grande amor de nossa vida! Este trecho nos mostra todas as etapas do trabalho evangelizador. Inicialmente, as pessoas estão caminhando em comunidade. Ninguém caminha verdadeiramente quando está sozinho. Jesus é o verdadeiro evangelizador, que entra na caminhada das pessoas, caminha com elas. Durante a caminhada, faz seus corações arderem, porque desperta neles o amor, permanece com eles, formando uma nova comunidade, e se dá verdadeiramente a conhecer quando as pessoas dão respostas concretas aos apelos do amor, fazendo com que elas sejam novas testemunhas da ressurreição.

Rezando
Jesus caminhe comigo todos os momentos de minha vida. Quero abraçá-Lo, ter convicção e certeza que podemos caminhar juntos. Ajude-me a sempre falar contigo o que se passa comigo e que este tempo pascal seja um tempo muito agraciado para escutar o que o Senhor deseja me falar.

Abençoando
Traçando o sinal da cruz em você diga: 
Abençoai-me Senhor Deus que é † Pai, Filho e Espírito Santo, para que eu viva sempre no seu amor e fazendo só o bem a todos. Amém!

Adaptado: Flávio Cnbb Cn Fano

terça-feira, 29 de março de 2016

Evangelho do Dia 29/03/2016

Eu vi o Senhor! - Jo 20, 11-18
Texto Bíblico
Naquele tempo, 11Maria estava do lado de fora do túmulo, chorando. Enquanto chorava, inclinou-se e olhou para dentro do túmulo. 12Viu, então, dois anjos vestidos de branco, sentados onde tinha sido posto o corpo de Jesus, um à cabeceira e outro aos pés. 13Os anjos perguntaram: “Mulher, por que choras?” Ela respondeu: ”Levaram o meu Senhor e não sei onde o colocaram”. 14Tendo dito isto, Maria voltou-se para trás e viu Jesus, de pé. Mas não sabia que era Jesus. 15Jesus perguntou-lhe: “Mulher, por que choras? A quem procuras?” Pensando que era o jardineiro, Maria disse: “Senhor, se foste tu que o levaste dize-me onde o colocaste, e eu o irei buscar”. 16Então Jesus disse: “Maria!” Ela voltou-se e exclamou, em hebraico: “Rabuni” (que quer dizer: Mestre).17Jesus disse: “Não me segures. Ainda não subi para junto de meu Pai. Mas vai dizer aos meus irmãos: subo para junto do meu Pai e vosso Pai, meu Deus e vosso Deus”. 18Então Maria Madalena foi anunciar aos discípulos: “Eu vi o Senhor!”, e contou o que Jesus lhe tinha dito.

Entendendo o texto
Maria Madalena foi ao túmulo bem cedo para estar ao lado do Senhor, mas, quando chegou lá, não encontrou Seu corpo, o túmulo estava vazio. Ela começou a chorar de forma compulsiva, até os anjos que estavam presente foram dar-lhe o primeiro consolo: “Por que choras?”. Em nossa vida, encontramos, muitas vezes, situações onde choramos por tristezas e decepções, porque algo não está bem dentro de nós. Choramos por derrotas e angústias; choramos, porque colocamos nossa esperança onde nos decepcionamos, porque perdemos alguém muito querido ou, então, porque recebemos uma má notícia. Uma coisa muito importante: o Cristo ressuscitado vem para enxugar todas as nossas lágrimas e para nos perguntar: “Por que choram? Por que estão tristes e desanimados? Por que estão com a alma tão abatida?”. Precisamos responder o porquê. Jesus vivo e ressuscitado é o consolo da nossa alma e do nosso coração! Podemos perder as batalhas, mas a guerra já foi vencida e Cristo está vivo e ressuscitado, está no meio de nós para levantar o nosso ânimo, a nossa confiança e não nos permitir jamais perder a esperança, seja qual for a situação, seja qual for a tribulação ou angústia que passamos nesta vida. Não desanime, não entregue sua alma ao desânimo e ao desespero, não entregue seu coração ao fracasso. A nossa vitória definitiva já foi proclamada e está entre nós! Por isso, se temos mil motivos para estarmos tristes, temos um único que alegra definitivamente nossa alma e nosso coração. Seja o consolo de quem chora, o ânimo de quem está desanimado, a esperança de quem a perdeu. Seja testemunha de que Cristo está vivo, testemunhe que se encontrou com Ele e que isso fez toda a diferença em sua vida. Não leve desânimo, desespero, não crie pânico entre as pessoas. Não use a expressão “Não tem mais jeito!”. Tem jeito, porque, para a morte que parecia não ter mais jeito, Cristo trouxe a vida. Maria Madalena recebeu a grande recompensa pelo seu amor: fez a grande experiência do encontro pessoal com o ressuscitado, e anunciou a todos esta experiência.

Rezando
Jesus quando uma situação na vida de quem quer que seja parecer totalmente desesperadora, que eu possa semear a semente da ressurreição, pois por pior e maior que seja o Calvário, de lá irá brotar a vida nova!

Abençoando
Traçando o sinal da cruz em você diga: 
Abençoai-me Senhor Deus que é † Pai, Filho e Espírito Santo, para que eu viva sempre no seu amor e fazendo só o bem a todos. Amém!

Adaptado: Flávio Cnbb Cn Fano

segunda-feira, 28 de março de 2016

Evangelho do Dia 28/03/2016

Alegrai-vos. Não tenhais medo - Jo 20, 1-9
Texto Bíblico
Naquele tempo, 8as mulheres partiram depressa do sepulcro. Estavam com medo, mas correram com grande alegria, para dar a notícia aos discípulos. 9De repente, Jesus foi ao encontro delas, e disse: “Alegrai-vos!” As mulheres aproximaram-se, e prostraram-se diante de Jesus, abraçando seus pés. 10Então Jesus disse a elas: “Não tenhais medo. Ide anunciar a meus irmãos que se dirijam para a Galileia. Lá eles me verão”. 11Quando as mulheres partiram, alguns guardas do túmulo foram à cidade, e comunicaram aos sumos sacerdotes tudo o que havia acontecido. 12Os sumos sacerdotes reuniram-se com os anciãos, e deram uma grande soma de dinheiro aos soldados, 13dizendo-lhes: “Dizei que os discípulos dele foram durante a noite e roubaram o corpo, enquanto vós dormíeis. 14Se o governador ficar sabendo disso, nós o convenceremos. Não vos preocupeis”. 15Os soldados pegaram o dinheiro, e agiram de acordo com as instruções recebidas. E assim, o boato espalhou-se entre os judeus, até o dia de hoje.

Entendendo o texto
Nesta segunda-feira da Oitava da Páscoa, o nosso coração se reveste da alegria pascal, da grande Boa Nova que nunca deve cessar de nossos corações: Cristo está vivo, ressuscitado e no meio de nós! Nós podemos ter muitos motivos para ficar tristes, porque passamos por momentos difíceis na vida. Nós temos parentes e amigos enfermos, passando por tribulações; e nós, muitas vezes, nos encontramos assim também. Porém temos a razão maior da nossa fé, a certeza de que Cristo está vivo. E Cristo estar vivo não pode ser uma notícia velha, ultrapassada, algo que dizemos: “Eu já sei!”. Mas sim a melhor e a maior de todas as boas novas. E o que significa saber que Cristo está vivo? Significa que a nossa vida tem esperança, tem jeito, que a morte não tem poder sobre nós, que a tristeza pode até nos visitar um dia, nessa ou naquela situação, mas ela não tem a palavra final sobre nós, sobre a nossa vida e sobre quem está no domínio do senhorio de Cristo Jesus. Alegrai-vos! O que Jesus disse àquelas mulheres está dizendo também a nós. Precisamos nos alegrar sempre, em todas as circunstâncias de nossa vida. Uma alegria que vem de uma esperança viva, concreta e real. Tire toda tristeza de sua vida, mande para o sepulcro o que o deixa para baixo, desanimado e sem esperança e volte a vida com o Cristo vivo e ressuscitado. A ressurreição é motivo de grande alegria, é motivação para que a notícia seja espalhada rapidamente, mas principalmente é ocasião para o encontro pessoal com o ressuscitado.

Rezando
Deus pai, aquelas mulheres nunca mais foram as mesmas depois que encontraram Cristo ressuscitado. Quero encontrar-me com Cristo vivo. E que Ele traga muita alegria e ânimo para minha casa e todos ao meu redor. Que Jesus Cristo esteja presente a todo momento de minha vida.

Abençoando
Traçando o sinal da cruz em você diga: 
Abençoai-me Senhor Deus que é † Pai, Filho e Espírito Santo, para que eu viva sempre no seu amor e fazendo só o bem a todos. Amém!

Adaptado: Flávio Cnbb Cn Fano

domingo, 27 de março de 2016

Evangelho do Dia 27/03/2016

Feliz Páscoa, Feliz Ressurreição - Jo 20, 1-9
Texto Bíblico
1No primeiro dia da semana, Maria Madalena foi ao túmulo de Jesus, bem de madrugada, quando ainda estava escuro, e viu que a pedra tinha sido tirada do túmulo. 2Então ela saiu correndo e foi encontrar Simão Pedro e o outro discípulo, aquele que Jesus amava, e lhes disse: “Tiraram o Senhor do túmulo, e não sabemos onde o colocaram”. 3Saíram, então, Pedro e o outro discípulo e foram ao túmulo. 4Os dois corriam juntos, mas o outro discípulo correu mais depressa que Pedro e chegou primeiro ao túmulo. 5Olhando para dentro, viu as faixas de linho no chão, mas não entrou. 6Chegou também Simão Pedro, que vinha correndo atrás, e entrou no túmulo. Viu as faixas de linho deitadas no chão 7e o pano que tinha estado sobre a cabeça de Jesus, não posto com as faixas, mas enrolado num lugar à parte. 8Então entrou também o outro discípulo, que tinha chegado primeiro ao túmulo. Ele viu, e acreditou. 9De fato, eles ainda não tinham compreendido a Escritura, segundo a qual ele devia ressuscitar dos mortos.

Entendendo o texto
Cristo Jesus não permaneceu no túmulo, porque lá estava perdida toda a esperança da humanidade, tudo estava enterrado. Ele levantou-se dos mortos, ressuscitou do túmulo e trouxe vida nova a cada um de nós. É verdade que muitos de nós ainda temos a mente e o coração fechados para compreender as Escrituras, para podermos compreender que Ele haveria de ressuscitar dos mortos e trazer a vida nova a cada um de nós. Abramos nossa mente e coração, contemplemos o Cristo que está vivo no meio de nós! Isso não é só uma verdade histórica, mas, de fé; não é um simples dogma, é o sentido fundamental da nossa fé. Se Cristo Jesus não tivesse ressuscitado, vã seria a nossa fé, perda de tempo seria celebrar a Eucaristia e tantas outras coisas. Tudo aquilo que celebramos é para proclamar que Cristo Jesus está vivo e no meio de nós! Contemplar o Cristo vivo e ressuscitado, no meio de nós, é ter a certeza de que a palavra final não é a da morte, da dor nem do sofrimento. A palavra final é a de Deus, é a da vida! Queremos celebrar a vida no ardor da ressurreição, que acontece, todos os dias, quando deixamos morrer o homem velho para brotar em nós o Cristo vivo e ressuscitado! Uma feliz Páscoa para você e toda a sua família!

Rezando
Senhor quero contemplar o Cristo vivo e ressuscitado, no meio de nós e ter a certeza de que a palavra final não é a da morte, da dor nem do sofrimento. A palavra final é a de Deus, é a da vida! 

Abençoando
Traçando o sinal da cruz em você diga: 
Abençoai-me Senhor Deus que é † Pai, Filho e Espírito Santo, para que eu viva sempre no seu amor e fazendo só o bem a todos. Amém!

Adaptado: Flávio Cnbb Cn Fano

sábado, 26 de março de 2016

Evangelho do Dia 26/03/2016

Encontraram a pedra do túmulo removida - Jo 16, 1-7
Texto Bíblico
1No primeiro dia da semana, bem de madrugada, as mulheres foram ao túmulo de Jesus, levando os perfumes que haviam preparado. 2Elas encontraram a pedra do túmulo removida. 3Mas, ao entrar, não encontraram o corpo do Senhor Jesus 4e ficaram sem saber o que estava acontecendo. Nisso, dois homens com roupas brilhantes pararam perto delas. 5Tomadas de medo, elas olhavam para o chão, mas os dois homens disseram: “Por que estais procurando entre os mortos aquele que está vivo? 6Ele não está aqui. Ressuscitou! Lembrai-vos do que ele vos falou, quando ainda estava na Galileia: 7‘O Filho do Homem deve ser entregue nas mãos dos pecadores, ser crucificado e ressuscitar ao terceiro dia’”. 8Então as mulheres se lembraram das palavras de Jesus. 9Voltaram do túmulo e anunciaram tudo isso aos Onze e a todos os outros. 10Eram Maria Madalena, Joana e Maria, mãe de Tiago. Também as outras mulheres que estavam com elas contaram essas coisas aos apóstolos. 11Mas eles acharam que tudo isso era desvario, e não acreditaram. 12Pedro, no entanto, levantou-se e correu ao túmulo. Olhou para dentro e viu apenas os lençóis. Então voltou para casa, admirado com o que havia acontecido.

Entendendo o texto
Por que procurais entre os mortos aquele que está vivo? Jesus não pode ser encontrado entre os mortos nem nos sinais de morte que estão presentes na sociedade moderna. Páscoa é vida nova em Cristo, é a força da graça transformadora que muda escravidão em liberdade, pecado em santidade, morte em vida, trevas em luz. É força motivadora para a participação na missão da Igreja a fim de que o Ressuscitado seja conhecido, amado e louvado por todos. Páscoa é reconhecer a presença viva e atuante de Cristo na sua Igreja e no mundo. Celebremos a Páscoa de Cristo com o coração renovado e com sentimentos novos! Nada de levar para frente as velhas mágoas, os rancores e ressentimentos antigos, nada de levar para frente aquilo que torna nossa vida viciante, velha e sem gosto; nada de cultivar sentimentos negativos, nada de permanecer na mesma tristeza e no inconformismo. Nada de perder a esperança e nos entregarmos ao desânimo, vencidos pelo cansaço, pela dor ou sofrimento. A vida pode até continuar do mesmo jeito, porém, a cada dia, temos um leão a vencer, uma dificuldade a enfrentar, mas o gosto será outro e a visão diferente, quando soubermos transfigurar todas as coisas no olhar do Cristo ressuscitado.

Rezando
Deus pai, que a Páscoa não seja uma simples celebração daquilo que se realizou na vida de Cristo, mas que seja a celebração daquilo que Tu realiza em nossa vida. Jesus nos tire da sepultura, da vida velha, e contigo queremos cantar “Aleluia” e “Glória no mais alto dos Céus”, com a nossa vida e com nosso testemunho! Amém!

Abençoando
Traçando o sinal da cruz em você diga: 
Abençoai-me Senhor Deus que é † Pai, Filho e Espírito Santo, para que eu viva sempre no seu amor e fazendo só o bem a todos. Amém!

Adaptado: Flávio Cnbb Cn Fano

sexta-feira, 25 de março de 2016

Evangelho do Dia 25/03/2016

Paixão de N.S.Jesus Cristo - Jo 18,1 – 19,42
Texto Bíblico
Paixão de Nosso Senhor Jesus Cristo segundo São João: Naquele tempo: 1 Jesus saiu com os discípulos para o outro lado da torrente do Cedron. Havia aí um jardim, onde ele entrou com os discípulos. 2 Também Judas, o traidor, conhecia o lugar, porque Jesus costumava reunir-se aí com os seus discípulos. 3Judas levou consigo um destacamento de soldados e alguns guardas dos sumos sacerdotes e fariseus, e chegou ali com lanternas, tochas e armas. 4 Então Jesus, consciente de tudo o que ia acontecer, saiu ao encontro deles e disse: ‘A quem procurais?’ 5 Responderam: ‘A Jesus, o nazareno’. Ele disse: ‘Sou eu’. Judas, o traidor, estava junto com eles. 6 Quando Jesus disse: ‘Sou eu’, eles recuaram e caíram por terra. 7 De novo lhes perguntou: ‘A quem procurais?’ Eles responderam: ‘A Jesus, o nazareno’. 8 Jesus respondeu: ‘Já vos disse que sou eu. Se é a mim que procurais, então deixai que estes se retirem’. 9 Assim se realizava a palavra que Jesus tinha dito: ‘Não perdi nenhum daqueles que me confiaste’. 10 Simão Pedro, que trazia uma espada consigo, puxou dela e feriu o servo do sumo sacerdote, cortando-lhe a orelha direita. O nome do servo era Malco. 11 Então Jesus disse a Pedro: ‘Guarda a tua espada na bainha. Não vou beber o cálice que o Pai me deu?’ Conduziram Jesus primeiro a Anás. 12Então, os soldados, o comandante e os guardas dos judeus prenderam Jesus e o amarraram. 13 Conduziram-no primeiro a Anás, que era o sogro de Caifás, o sumo sacerdote naquele ano. 14 Foi Caifás que deu aos judeus o conselho: ‘É preferível que um só morra pelo povo’. 15 Simão Pedro e um outro discípulo seguiam Jesus. Esse discípulo era conhecido do sumo sacerdote e entrou com Jesus no pátio do sumo sacerdote. 16 Pedro ficou fora, perto da porta. Então o outro discípulo, que era conhecido do sumo sacerdote, saiu, conversou com a encarregada da porta e levou Pedro para dentro. 17 A criada que guardava a porta disse a Pedro: ‘Não pertences também tu aos discípulos desse homem?’ Ele respondeu: ‘Não’. 18 Os empregados e os guardas fizeram uma fogueira e estavam-se aquecendo, pois fazia frio. Pedro ficou com eles, aquecendo-se. 19 Entretanto, o sumo sacerdote interrogou Jesus a respeito de seus discípulos e de seu ensinamento. 20 Jesus lhe respondeu: ‘Eu falei às claras ao mundo. Ensinei sempre na sinagoga e no Templo, onde todos os judeus se reúnem. Nada falei às escondidas. 21 Por que me interrogas? Pergunta aos que ouviram o que falei; eles sabem o que eu disse.’ 22 Quando Jesus falou isso, um dos guardas que ali estava deu-lhe uma bofetada, dizendo: ‘É assim que respondes ao sumo sacerdote?’ 23 Respondeu-lhe Jesus: ‘Se respondi mal, mostra em quê; mas, se falei bem, por que me bates?’ 24 Então, Anás enviou Jesus amarrado para Caifás, o sumo sacerdote. Não és tu também um dos discípulos dele? Pedro negou: ‘Não! 25 Simão Pedro continuava lá, em pé, aquecendo-se. Disseram-lhe: ‘Não és tu, também, um dos discípulos dele?’ Pedro negou: ‘Não!’ 26 Então um dos empregados do sumo sacerdote, parente daquele a quem Pedro tinha cortado a orelha, disse: ‘Será que não te vi no jardim com ele?’ 27 Novamente Pedro negou. E na mesma hora, o galo cantou. O meu reino não é deste mundo. 28 De Caifás, levaram Jesus ao palácio do governador. Era de manhã cedo. Eles mesmos não entraram no palácio, para não ficarem impuros e poderem comer a páscoa. 29 Então Pilatos saiu ao encontro deles e disse: ‘Que acusação apresentais contra este homem?’ 30 Eles responderam: ‘Se não fosse malfeitor, não o teríamos entregue a ti!’ 31 Pilatos disse: ‘Tomai-o vós mesmos e julgai-o de acordo com a vossa lei.’ Os judeus lhe responderam: ‘Nós não podemos condenar ninguém à morte’. 32 Assim se realizava o que Jesus tinha dito, significando de que morte havia de morrer. 33 Então Pilatos entrou de novo no palácio, chamou Jesus e perguntou-lhe: ‘Tu és o rei dos judeus?’ 34 Jesus respondeu:’Estás dizendo isto por ti mesmo, ou outros te disseram isto de mim?’ 35 Pilatos falou: ‘Por acaso, sou judeu? O teu povo e os sumos sacerdotes te entregaram a mim. Que fizeste?’. 36 Jesus respondeu: ‘O meu reino não é deste mundo. Se o meu reino fosse deste mundo, os meus guardas lutariam para que eu não fosse entregue aos judeus. Mas o meu reino não é daqui.’ 37 Pilatos disse a Jesus: ‘Então tu és rei?’ Jesus respondeu: ‘Tu o dizes: eu sou rei. Eu nasci e vim ao mundo para isto: para dar testemunho da verdade. Todo aquele que é da verdade escuta a minha voz.’ 38 Pilatos disse a Jesus: ‘O que é a verdade?’ Ao dizer isso, Pilatos saiu ao encontro dos judeus, e disse-lhes: ‘Eu não encontro nenhuma culpa nele. 39 Mas existe entre vós um costume, que pela Páscoa eu vos solte um preso. Quereis que vos solte o rei dos Judeus?’ 40 Então, começaram a gritar de novo: ‘Este não, mas Barrabás!’ Barrabás era um bandido. Viva o rei dos judeus! 19,1 Então Pilatos mandou flagelar Jesus. 2 Os soldados teceram uma coroa de espinhos e colocaram-na na cabeça de Jesus. Vestiram-no com um manto vermelho, 3 aproximavam-se dele e diziam:’Viva o rei dos judeus!’ E davam-lhe bofetadas. 4 Pilatos saíu de novo e disse aos judeus: ‘Olhai, eu o trago aqui fora, diante de vós, para que saibais que não encontro nele crime algum.’ 5 Então Jesus veio para fora, trazendo a coroa de espinhos e o manto vermelho. Pilatos disse-lhes: ‘Eis o homem!’ 6 Quando viram Jesus, os sumos sacerdotes e os guardas começaram a gritar: ‘Crucifica-o! Crucifica-o!’ Pilatos respondeu: ‘Levai-o vós mesmos para o crucificar, pois eu não encontro nele crime algum.’ 7 Os judeus responderam: ‘Nós temos uma Lei, e, segundo esta Lei, ele deve morrer, porque se fez Filho de Deus’. 8 Ao ouvir estas palavras, Pilatos ficou com mais medo ainda. 9 Entrou outra vez no palácio e perguntou a Jesus: ‘De onde és tu?’ Jesus ficou calado. 10 Então Pilatos disse: ‘Não me respondes? Não sabes que tenho autoridade para te soltar e autoridade para te crucificar?’ 11 Jesus respondeu: ‘Tu não terias autoridade alguma sobre mim, se ela não te fosse dada do alto. Quem me entregou a ti, portanto, tem culpa maior.’ Fora! Fora! Crucifica-o! 12 Por causa disso, Pilatos procurava soltar Jesus. Mas os judeus gritavam: ‘Se soltas este homem, não és amigo de César. Todo aquele que se faz rei, declara-se contra César’. 13 Ouvindo estas palavras, Pilatos trouxe Jesus para fora e sentou-se no tribunal, no lugar chamado ‘Pavimento’, em hebraico ‘Gábata’. 14 Era o dia da preparação da Páscoa, por volta do meio-dia. Pilatos disse aos judeus: ‘Eis o vosso rei!’ 15 Eles, porém, gritavam: ‘Fora! Fora! Crucifica-o!’ Pilatos disse: ‘Hei de crucificar o vosso rei?’ Os sumos sacerdotes responderam: ‘Não temos outro rei senão César’. 16 Então Pilatos entregou Jesus para ser crucificado, e eles o levaram. Ali o crucificaram, com outros dois. 17 Jesus tomou a cruz sobre si e saiu para o lugar chamado ‘Calvário’, em hebraico ‘Gólgota’. 18 Ali o crucificaram, com outros dois: um de cada lado, e Jesus no meio. 19 Pilatos mandou ainda escrever um letreiro e colocá-lo na cruz; nele estava escrito: ‘Jesus o Nazareno, o Rei dos Judeus’. 20 Muitos judeus puderam ver o letreiro, porque o lugar em que Jesus foi crucificado ficava perto da cidade. O letreiro estava escrito em hebraico, latim e grego. 21 Então os sumos sacerdotes dos judeus disseram a Pilatos: ‘Não escrevas ‘O Rei dos Judeus’, mas sim o que ele disse: ‘Eu sou o Rei dos judeus’.’ 22 Pilatos respondeu: ‘O que escrevi, está escrito’. Repartiram entre si as minhas vestes. 23 Depois que crucificaram Jesus, os soldados repartiram a sua roupa em quatro partes, uma parte para cada soldado. Quanto à túnica, esta era tecida sem costura, em peça única de alto a baixo. 24 Disseram então entre si: ‘Não vamos dividir a túnica. Tiremos a sorte para ver de quem será’. Assim se cumpria a Escritura que diz: ‘Repartiram entre si as minhas vestes e lançaram sorte sobre a minha túnica’. Assim procederam os soldados. Este é o teu filho. Esta é a tua mãe. 25 Perto da cruz de Jesus, estavam de pé a sua mãe, a irmão da sua mãe, Maria de Cléofas, e Maria Madalena. 26 Jesus, ao ver sua mãe e, ao lado dela, o discípulo que ele amava, disse à mãe: ‘Mulher, este é o teu filho’. 27 Depois disse ao discípulo: ‘Esta é a tua mãe’. Daquela hora em diante, o discípulo a acolheu consigo. Tudo está consumado. 28 Depois disso, Jesus, sabendo que tudo estava consumado, e para que a Escritura se cumprisse até o fim, disse: ‘Tenho sede’. 29 Havia ali uma jarra cheia de vinagre. Amarraram numa vara uma esponja embebida de vinagre e levaram-na à boca de Jesus. 30 Ele tomou o vinagre e disse: ‘Tudo está consumado’. E, inclinando a cabeça, entregou o espírito. E logo saiu sangue e água. 31Era o dia da preparação para a Páscoa. Os judeus queriam evitar que os corpos ficassem na cruz durante o sábado, porque aquele sábado era dia de festa solene. Então pediram a Pilatos que mandasse quebrar as pernas aos crucificados e os tirasse da cruz. 32 Os soldados foram e quebraram as pernas de um e depois do outro que foram crucificados com Jesus. 33 Ao se aproximarem de Jesus, e vendo que já estava morto, não lhe quebraram as pernas; 34 mas um soldado abriu-lhe o lado com uma lança, e logo saiu sangue e água. 35 Aquele que viu, dá testemunho e seu testemunho é verdadeiro; e ele sabe que fala a verdade, para que vós também acrediteis. 36 Isso aconteceu para que se cumprisse a Escritura, que diz: ‘Não quebrarão nenhum dos seus ossos’. 37 E outra Escritura ainda diz: ‘Olharão para aquele que transpassaram’. Envolveram o corpo de Jesus com os aromas, em faixas de linho. 38 Depois disso, José de Arimatéia, que era discípulo de Jesus – mas às escondidas, por medo dos judeus – pediu a Pilatos para tirar o corpo de Jesus. Pilatos consentiu. Então José veio tirar o corpo de Jesus. 39 Chegou também Nicodemos, o mesmo que antes tinha ido a Jesus de noite. Trouxe uns trinta quilos de perfume feito de mirra e aloés. 40 Então tomaram o corpo de Jesus e envolveram-no, com os aromas, em faixas de linho, como os judeus costumam sepultar. 41 No lugar onde Jesus foi crucificado, havia um jardim e, no jardim, um túmulo novo, onde ainda ninguém tinha sido sepultado. 42 Por causa da preparação da Páscoa, e como o túmulo estava perto, foi ali que colocaram Jesus.

Entendendo o texto
Hoje celebramos o amor de Deus, contemplamos o amor divino de uma forma extrema e sublime. Como Deus nos ama! Ama-nos de forma única e sem igual; vai até as últimas consequências para nos dizer: “Eu te amo e dou minha vida por ti!”. Contemplando o Cristo crucificado, pregado na cruz, contemplamos o rosto de tantos sofredores da humanidade. Voltamo-nos para aqueles que vivem os dramas das guerras, das perseguições em toda a parte do planeta. Voltamos o nosso olhar para o Cristo doente, que padece no leito de nossos hospitais e casas. Contemplamos o Cristo crucificado, que está numa cama vivendo entregue às dores e aos sofrimentos. Contemplamos o rosto do Crucificado no rosto de tantos sofredores. Há tantas pessoas vivendo a miséria e o desprezo humano e neles está o Cristo pobre, sofredor e crucificado! Contemplar Jesus significa conhecer também o mistério da cruz e a grande mensagem que esse mistério nos traz: Deus amou tanto o mundo que lhe enviou seu Filho Unigênito, não para condenar o mundo, mas para que o mundo fosse salvo por ele, e ele derramou o seu próprio sangue derramado na cruz, fazendo-se oferenda perfeita para expiação dos nossos pecados. Conhecer Jesus através do mistério da cruz significa tornar-se capaz de fazer-se também oferenda a Deus, amando até o fim, tornar-se uma perfeita oblação a Deus pela salvação da humanidade e, hoje, tornar-se oblação é antes de tudo tornar-se um missionário da vitória do Cristo sobre o pecado e a morte.

Rezando
Senhor Deus pai, que a Paixão Redentora de Seu filho Jesus, faça-nos mais humanos, para cuidarmos da humanidade tão sofrida, necessitada de cuidados, reparos, atenção e entrega! Cristo Jesus, que morreu por causa de nossos pecados, tende misericórdia de nós!

Abençoando
Traçando o sinal da cruz em você diga: 
Abençoai-me Senhor Deus que é † Pai, Filho e Espírito Santo, para que eu viva sempre no seu amor e fazendo só o bem a todos. Amém!

Adaptado: FLÁVIO CNBB CN FANO

quinta-feira, 24 de março de 2016

Evangelho do Dia 24/03/2016

Se eu não te lavar, não terás parte comigo - Jo 12, 1-15
Texto Bíblico
1Era antes da festa da Páscoa. Jesus sabia que tinha chegado a sua hora de passar deste mundo para o Pai; tendo amado os seus que estavam no mundo, amou-os até o fim. 2Estavam tomando a ceia. O diabo já tinha posto no coração de Judas, filho de Simão Iscariotes, o propósito de entregar Jesus. 3Jesus, sabendo que o Pai tinha colocado tudo em suas mãos e que de Deus tinha saído e para Deus voltava, 4levantou-se da mesa, tirou o manto, pegou uma toalha e amarrou-a na cintura.5Derramou água numa bacia e começou a lavar os pés dos discípulos, enxugando-os com a toalha com que estava cingido. 6Chegou a vez de Simão Pedro. Pedro disse: “Senhor, tu me lavas os pés?” 7Respondeu Jesus: “Agora, não entendes o que estou fazendo; mais tarde compreenderás”. 8Disse-lhe Pedro: “Tu nunca me lavarás os pés!” Mas Jesus respondeu: “Se eu não te lavar, não terás parte comigo”. 9Simão Pedro disse: “Senhor, então lava não somente os meus pés, mas também as mãos e a cabeça”. 10Jesus respondeu: “Quem já se banhou não precisa lavar senão os pés, porque já está todo limpo. Também vós estais limpos, mas não todos”. 11Jesus sabia quem o ia entregar; por isso disse: “Nem todos estais limpos”. 12Depois de ter lavado os pés dos discípulos, Jesus vestiu o manto e sentou-se de novo. E disse aos discípulos: “Compreendeis o que acabo de fazer? 13Vós me chamais Mestre e Senhor, e dizeis bem, pois eu o sou. 14Portanto, se eu, o Senhor e Mestre, vos lavei os pés, também vós deveis lavar os pés uns dos outros.15Dei-vos o exemplo, para que façais a mesma coisa que eu fiz.

Entendendo o texto
A Eucaristia não começa na mesa, mas sim no chão, onde Jesus lava os pés de Seus discípulos. É o sacramento da humildade. Celebrar a Eucaristia é morrer para si mesmo para cuidar uns dos outros, para lavar os pés dos irmãos, para ser “escravos” uns dos outros, não da escravidão humana nem da submissão à paixão ou a qualquer forma violenta dos sentimentos humanos, mas sim a escravidão do serviço, do cuidado, do perder a razão para submeter-se ao amor divino. A Eucaristia começa com o perdão, quando perdoamos uns aos outros, quando deixamos de ter razão para que o amor fale mais alto em nosso coração. A Eucaristia começa nos pés dos mais sofridos e necessitados! Eucaristia é lavar os pés da humanidade suja pela poeira das estradas da vida, pelos maus tratos que sofrem em tantas circunstâncias. Não basta comungarmos o Corpo e o Sangue de Cristo e reinflamar o nosso ego: “Ah, Cristo está em mim!”. É preciso receber o Cristo na Eucaristia e cuidar do Cristo sofrido, machucado, maltratado, despido e humilhado. Nós nos acostumamos a contemplar simplesmente o Cristo glorioso, mas Ele passa pela Paixão e pela humilhação. Por isso, meus irmãos, é preciso abaixar, descer até o chão e ir ao encontro dos que mais sofrem, para neles contemplarmos o Cristo crucificado. 

Rezando
Jesus, ajudai-nos a todos os dias, lavar os pés uns dos outros e celebrar na Eucaristia a pessoa dos mais sofridos e necessitados!

Abençoando
Traçando o sinal da cruz em você diga: 
Abençoai-me Senhor Deus que é † Pai, Filho e Espírito Santo, para que eu viva sempre no seu amor e fazendo só o bem a todos. Amém!

Adaptado: FLÁVIO CNBB CN FANO

quarta-feira, 23 de março de 2016

Evangelho do Dia 23/03/2016

Senhor, livra-nos do deus dinheiro - Mt 26,14-25
Texto Bíblico
Naquele tempo, 14Um dos doze discípulos, chamado Judas Iscariotes, foi ter com os sumos sacerdotes 15e disse: 'O que me dareis se vos entregar Jesus?' Combinaram, então, trinta moedas de prata. 16E daí em diante, Judas procurava uma oportunidade para entregar Jesus. 17No primeiro dia da festa dos Ázimos, os discípulos aproximaram-se de Jesus e perguntaram: 'Onde queres que façamos os preparativos para comer a Páscoa?' 18Jesus respondeu: 'Ide à cidade, procurai certo homem e dizei-lhe: 'O Mestre manda dizer: o meu tempo está próximo, vou celebrar a Páscoa em tua casa, junto com meus discípulos'.' 19Os discípulos fizeram como Jesus mandou e prepararam a Páscoa. 20Ao cair da tarde, Jesus pôs-se à mesa com os doze discípulos. 21Enquanto comiam, Jesus disse: 'Em verdade eu vos digo, um de vós vai me trair. '22Eles ficaram muito tristes e, um por um, começaram a lhe perguntar: 'Senhor, será que sou eu?' 23Jesus respondeu: 'Quem vai me trair é aquele que comigo põe a mão no prato. 24O Filho do Homem vai morrer, conforme diz a Escritura a respeito dele. Contudo, ai daquele que trair o Filho do Homem! Seria melhor que nunca tivesse nascido!' 25Então Judas, o traidor, perguntou: 'Mestre, serei eu?' Jesus lhe respondeu: 'Tu o dizes.'

Entendendo o texto
Trinta moedas de prata é o valor pelo qual Judas vendeu o Sangue de Jesus, é o valor pelo qual Judas se deixou corromper, para entregá-Lo. Judas não tinha a disposição de abandonar Jesus, mas a ambição falou mais alto ao seu coração. Ele trabalhou, durante todo aquele tempo, ao lado de Jesus, cuidando da bolsa; e o contato com o dinheiro fez com que ele o amasse mais do que a Jesus. Todos nós precisamos do dinheiro para sobreviver, viver e, até mesmo, para tornar a nossa vida mais digna. As relações humanas precisam de dinheiro, e para evangelizar o dinheiro se faz necessário. Mas ele tem duas faces; ao mesmo tempo que precisamos dele, corremos um sério risco de submetermos nossa vida ao dinheiro e nos tornarmos escravos dele. Há pessoas que se tornam afáveis umas com às outras por interesses comerciais e financeiros. Basta ver como tratamos quem tem mais dinheiro, quem pode mais, porque o dinheiro manda no mundo, nas relações humanas, ele escraviza o ser humano, o seduz, compra e vende. O “deus dinheiro” manda neste mundo. Ainda há aqueles que, mesmo assim, querem comprar o Senhor, querem fazer negociatas com Ele, garantir seu lugar no céu, porque ajudam a Igreja, porque doam ali e aqui. Mas com Deus não se negocia! E ai de nós pastores e membros da Igreja que tratamos com diferença ou reverência aqueles que doam seu dinheiro para a Igreja! Não nos deixemos corromper! O dinheiro é necessário, desde que não nos escravize nem nos faça submisso a ele.

Rezando
Jesus, o dinheiro se faz necessário quando não ocupa o lugar de Deus em nossa vida e em nosso coração! Nós não compramos Deus, mas podemos vender nossa dignidade, nossa fé e tantas coisas por causa do dinheiro. Ajuda-nos a cada dia mais, ser livres e libertos deste mal do mundo!

Abençoando
Traçando o sinal da cruz em você diga: 
Abençoai-me Senhor Deus que é † Pai, Filho e Espírito Santo, para que eu viva sempre no seu amor e fazendo só o bem a todos. Amém!

Adaptado: FLÁVIO CNBB CN FANO

terça-feira, 22 de março de 2016

Evangelho do Dia 22/03/2016

Sem Deus nada somos - Jo 13,21-33.36-38
Texto Bíblico
Naquele tempo, estando à mesa com seus discípulos, 21Jesus ficou profundamente comovido e testemunhou: 'Em verdade, em verdade vos digo, um de vós me entregará.' 22Desconcertados, os discípulos olhavam uns para os outros, pois não sabiam de quem Jesus estava falando. 23Um deles, a quem Jesus amava, estava recostado ao lado de Jesus. 24Simão Pedro fez-lhe um sinal para que ele procurasse saber de quem Jesus estava falando. 25Então, o discípulo, reclinando-se sobre o peito de Jesus, perguntou-lhe: 'Senhor, quem é?' 26Jesus respondeu: 'É aquele a quem eu der o pedaço de pão passado no molho.' Então Jesus molhou um pedaço de pão e deu-o a Judas, filho de Simão Iscariotes. 27Depois do pedaço de pão, Satanás entrou em Judas. Então Jesus lhe disse: 'O que tens a fazer, executa-o depressa.' 28Nenhum dos presentes compreendeu por que Jesus lhe disse isso. 29Como Judas guardava a bolsa, alguns pensavam que Jesus lhe queria dizer: 'Compra o que precisamos para a festa', ou que desse alguma coisa aos pobres. 30Depois de receber o pedaço de pão, Judas saiu imediatamente. Era noite. 31Depois que Judas saiu, disse Jesus: 'Agora foi glorificado o Filho do Homem, e Deus foi glorificado nele. 32Se Deus foi glorificado nele, também Deus o glorificará em si mesmo, e o glorificará logo. 33Filhinhos, por pouco tempo estou ainda convosco. Vós me procurareis, e agora vos digo, como eu disse também aos judeus: 'Para onde eu vou, vós não podeis ir'. 36Simão Pedro perguntou: 'Senhor, para onde vais?' Jesus respondeu-lhe: 'Para onde eu vou, tu não me podes seguir agora, mas me seguirás mais tarde.' 37Pedro disse: 'Senhor, por que não posso seguir-te agora? Eu darei a minha vida por ti!' 38Respondeu Jesus: 'Darás a tua vida por mim? Em verdade, em verdade te digo: o galo não cantará antes que me tenhas negado três vezes.'

Entendendo o texto
No mistério da Paixão de Cristo, contemplamos a fraqueza da natureza humana, quando um discípulo vende Jesus por 30 moedas de prata e O nega quando Ele mais precisa: “Eu não conheço este homem”. Pedro é aquele mais entusiasta da fé, aquele que, com voz mais forte, proclama tantas vezes que dará a sua vida por causa de Jesus, mas, na primeira provação, no desafio mais concreto, a sua natureza perece e ele nega o Senhor, a quem prometeu todo o amor do seu coração. Sabe, meus irmãos, nós não estamos aqui para atirar pedras em Pedro, em Judas nem em nenhum daqueles que fracassaram e erraram, porque fazemos parte desta mesma turma. Nós somos discípulos de Jesus cercados de fraquezas e limites; e, muitas vezes, temos tamanha dificuldade para testemunhar o nosso amor a Cristo Jesus. Há negação, traição, falta de disposição, vontade de voltar atrás; há vontade de seguir o Senhor, mas de outro jeito, sem comprometimento. Quantas vezes, comprometemo-nos a dar o melhor de nós para Deus, mas nossa natureza simplesmente enfraquece! Nós nunca podemos nos considerar “super-heróis” da fé, colocar-nos em cima do pedestal e nos sentirmos exemplo e modelo para os outros. Nós nunca podemos desprezar a fragilidade da nossa natureza. Um alerta para que todos nós: abracemos nossa fé, numa total dependência da graça de Deus, porque sem Ele não somos nada, vamos perecer, deixar de testemunhá-Lo e negá-Lo.

Rezando
Jesus, fica comigo sempre e me enche com Tua graça pois sem Deus nada sou e necessito de sua presença em minha vida. Vem Senhor Jesus.

Abençoando
Traçando o sinal da cruz em você diga: 
Abençoai-me Senhor Deus que é † Pai, Filho e Espírito Santo, para que eu viva sempre no seu amor e fazendo só o bem a todos. Amém!

Adaptado: FLÁVIO CNBB CN FANO

segunda-feira, 21 de março de 2016

Evangelho do Dia 21/03/2016

Maria ungiu os pés de Jesus - Jo 12, 1-11
Texto Bíblico
1Seis dias antes da Páscoa, Jesus foi para Betânia, onde morava Lázaro, que ele havia ressuscitado dos mortos. 2Ali ofereceram a Jesus um jantar; Marta servia e Lázaro era um dos que estavam à mesa com ele. 3Maria, tomando quase meio litro de perfume de nardo puro e muito caro, ungiu os pés de Jesus e enxugou-os com seus cabelos. A casa inteira ficou cheia do perfume do bálsamo. 4Então, falou Judas Iscariotes, um dos seus discípulos, aquele que o havia de entregar: 5'Por que não se vendeu este perfume por trezentas moedas de prata, para as dar aos pobres?' 6Judas falou assim, não porque se preocupasse com os pobres, mas porque era ladrão; ele tomava conta da bolsa comum e roubava o que se depositava nela. 7Jesus, porém, disse: 'Deixa-a; ela fez isto em vista do dia de minha sepultura. 8Pobres, sempre os tereis convosco, enquanto a mim, nem sempre me tereis.' 9Muitos judeus, tendo sabido que Jesus estava em Betânia, foram para lá, não só por causa de Jesus, mas também para verem Lázaro, que Jesus havia ressuscitado dos mortos. 10Então, os sumos sacerdotes decidiram matar também Lázaro, 11porque, por causa dele, muitos deixavam os judeus e acreditavam em Jesus.

Entendendo o texto
A vida e as atitudes de Jesus sempre causaram reações contraditórias de aceitação ou rejeição. A morte de Jesus também não foi diferente. Para os principais dentre os judeus, a morte de Jesus significou a realização dos seus planos e uma vitória conquistada no sentido da manutenção da ordem estabelecida. Para o poder romano, não significou nada, pois ele foi mais um entre os muitos que são condenados à morte. Mas quem o amava, houve um momento de carinho e atenção à sua pessoa antes que a morte chegasse trazendo o sofrimento, a dor e a separação. Lázaro é o primeiro ressuscitado, é uma testemunha viva daquilo que Cristo quer fazer e faz com cada um de nós. Jesus nos tira da sepultura, da escuridão da morte e nos dá a vida plena e nova. É verdade que Lázaro voltará a viver, porque ninguém viverá eternamente neste mundo, mas ele já é para nós um pré-anúncio, um sinal daquilo que Deus realiza em nós. Nós contemplamos, na nossa vida e na vida de tantos ressuscitados, a vida nova que Cristo traz para nós! Quantas pessoas que, de uma forma amargurada e triste, já não tinham mais sentido para sua vida, encontraram em Cristo Jesus uma razão de viver. Quantos jovens já estavam na beira do abismo, estavam experimentando a morte em suas vidas e encontraram em Jesus uma razão para sua vida! Homens e mulheres que, ao longo da história, viveram na penumbra da morte e foram iluminados pela luz de Cristo! Os Lázaros de ontem e de hoje são testemunhas vivas do poder salvífico que Jesus exerce no meio de nós. Meus irmãos, não podemos nos calar, não podemos deixar de testemunhar, de dizer ao mundo aquilo que Jesus fez e faz em nós! Precisamos ser como Lázaro: testemunhas vivas de que Jesus age e está no meio de nós!

Rezando
Jesus, tire-nos da sepultura, da escuridão da morte. Nos dê a vida plena e nova. Ensina-nos a respeitar a vida em toda sua plenitude.

Abençoando
Traçando o sinal da cruz em você diga: 
Abençoai-me Senhor Deus que é † Pai, Filho e Espírito Santo, para que eu viva sempre no seu amor e fazendo só o bem a todos. Amém!

Adaptado: #FlávioRonconiOliv #CNBB #CN

domingo, 20 de março de 2016

Evangelho do Dia 20/03/2016

Domingo de Ramos - início da Semana Santa - Lc 23, 1-49
Texto Bíblico
Narrador 1: Paixão de Nosso Senhor Jesus Cristo + segundo Lucas.
Naquele tempo, 1toda a multidão se levantou e levou Jesus a Pilatos. 2Começaram então a acusá-lo, dizendo:
Ass.: “Achamos este homem fazendo subversão entre o nosso povo, proibindo pagar impostos a César e afirmando ser ele mesmo Cristo, o Rei”.
Narrador: 3Pilatos o interrogou:
Leitor 1: “Tu és o rei dos judeus?”
Narrador: Jesus respondeu, declarando:
Pres.: “Tu o dizes!”
Narrador: 4Então Pilatos disse aos sumos sacerdotes e à multidão:
Leitor 1: “Não encontro neste homem nenhum crime”.
Narrador: 5Eles, porém, insistiam:
Ass.: “Ele agita o povo, ensinando por toda a Judeia, desde a Galileia, onde começou, até aqui”.
Narrador: 6Quando ouviu isto, Pilatos perguntou:
Leitor 1: “Este homem é galileu?”
Narrador: 7Ao saber que Jesus estava sob a autoridade de Herodes, Pilatos enviou-o a este, pois também Herodes estava em Jerusalém naqueles dias. 8Herodes ficou muito contente ao ver Jesus, pois havia muito tempo desejava vê-lo. Já ouvira falar a seu respeito e esperava vê-lo fazer algum milagre. 9Ele interrogou-o com muitas perguntas. Jesus, porém, nada lhe respondeu.
10Os sumos sacerdotes e os mestres da Lei estavam presentes e o acusavam com insistência. 11Herodes, com seus soldados, tratou Jesus com desprezo, zombou dele, vestiu-o com uma roupa vistosa e mandou-o de volta a Pilatos. 12Naquele dia Herodes e Pilatos ficaram amigos um do outro, pois antes eram inimigos.
13Então Pilatos convocou os sumos sacerdotes, os chefes e o povo, e lhes disse:
Leitor 1: 14“Vós me trouxestes este homem como se fosse um agitador do povo. Pois bem! Já o interroguei diante de vós e não encontrei nele nenhum dos crimes de que o acusais; 15nem Herodes, pois o mandou de volta para nós. Como podeis ver, ele nada fez para merecer a morte. 16Portanto, vou castigá-lo e o soltarei”.
Narrador: 18Toda a multidão começou a gritar:
Ass.: “Fora com ele! Solta-nos Barrabás!”
Narrador: 18Barrabás tinha sido preso por causa de uma revolta na cidade e por homicídio.20Pilatos falou outra vez à multidão, pois queria libertar Jesus. 21Mas eles gritaram:
Ass.: “Crucifica-o! Crucifica-o!”
Narrador: 22E Pilatos falou pela terceira vez:
Leitor 1: “Que mal fez este homem? Não encontrei nele nenhum crime que mereça a morte. Portanto, vou castigá-lo e o soltarei”.
Narrador: 23Eles, porém, continuaram a gritar com toda a força, pedindo que fosse crucificado. E a gritaria deles aumentava sempre mais. 24Então Pilatos decidiu que fosse feito o que eles pediam. 25Soltou o homem que eles queriam — aquele que fora preso por revolta e homicídio — e entregou Jesus à vontade deles.
26Enquanto levavam Jesus, pegaram um certo Simão, de Cirene, que voltava do campo, e impuseram-lhe a cruz para carregá-la atrás de Jesus. 27Seguia-o uma grande multidão do povo e de mulheres que batiam no peito e choravam por ele. 28Jesus, porém, voltou-se e disse:
Pres.: “Filhas de Jerusalém, não choreis por mim! Chorai por vós mesmas e por vossos filhos! 29Porque dias virão em que se dirá: ‘Felizes as mulheres que nunca tiveram filhos, os ventres que nunca deram à luz e os seios que nunca amamentaram’. 30Então começarão a pedir às montanhas: ‘Cai sobre nós! e às colinas: ‘Escondei-nos!’ 31Porque, se fazem assim com a árvore verde, o que não farão com a árvore seca?”
Narrador: 32Levavam também outros dois malfeitores para serem mortos junto com Jesus.33Quando chegaram ao lugar chamado “Calvário”, ali crucificaram Jesus e os malfeitores: um à sua direita e outro à sua esquerda. 34Jesus dizia:
Pres.: “Pai, perdoa-lhes! Eles não sabem o que fazem!”
Narrador: Depois fizeram um sorteio, repartindo entre si as roupas de Jesus. 35O povo permanecia lá, olhando. E até os chefes zombavam, dizendo:
Ass.: “A outros ele salvou. Salve-se a si mesmo, se, de fato, é o Cristo de Deus, o Escolhido!”
Narrador: 36Os soldados também caçoavam dele; aproximavam-se, ofereciam-lhe vinagre,37e diziam:
Ass.: “Se és o rei dos judeus, salva-te a ti mesmo!”
Narrador: 38Acima dele havia um letreiro: 
Leitor 2: “Este é o Rei dos Judeus”.
Narrador: 39Um dos malfeitores crucificados o insultava, dizendo:
Leitor 2: “Tu não és o Cristo? Salva-te a ti mesmo e a nós!”
Narrador: 40 Mas o outro o repreendeu, dizendo:
Leitor 1: “Nem sequer temes a Deus, tu que sofres a mesma condenação? 41Para nós, é justo, porque estamos recebendo o que merecemos; mas ele não fez nada de mal”.
Narrador: 42E acrescentou:
Leitor 1: “Jesus, lembra-te de mim, quando entrares no teu reinado”.
Narrador: 43Jesus lhe respondeu:
Pres.: “Em verdade eu te digo: ainda hoje estarás comigo no Paraíso”.
Narrador: 44Já era mais ou menos meio-dia e uma escuridão cobriu toda a terra até as três horas da tarde,45pois o sol parou de brilhar. A cortina do santuário rasgou-se pelo meio,46e Jesus deu um forte grito:
Pres.: “Pai, em tuas mãos entrego o meu espírito”.
Narrador: Dizendo isso, expirou.
Narrador: 47O oficial do exército romano viu o que acontecera e glorificou a Deus, dizendo:
Leitor 1: “De fato! Este homem era justo!”
Narrador: 48E as multidões, que tinham acorrido para assistir, viram o que havia acontecido e voltaram para casa, batendo no peito. 49Todos os conhecidos de Jesus, bem como as mulheres que o acompanhavam desde a Galileia, ficaram a distância, olhando essas coisas.

Entendendo o texto
Jerusalém é a cidade santa, cidade da glória, cidade do Grande Rei; é lá que Ele vai celebrar Sua última Páscoa, que começa da mesma forma como termina: gloriosa, com exultação e exaltação. Aquilo que os judeus fizeram ao Senhor, proclamando “Hosana no mais alto dos céus, bendito que vem em nome do Senhor” são as pessoas que vêm das várias partes de Israel, já O conheciam, já viram o que Ele realizou na Galiléia, na Samaria, em tantos lugares que esteve presente, e reconhecem que Jesus está entrando glorioso naquela cidade. Eles O aclamam, proclamam Hosana ao Filho de Davi. É dessa forma que o Senhor entrou em Jerusalém celeste, e dessa mesma forma voltará glorioso para o meio de nós! Jesus sabe que Sua Páscoa não para na glória, mas termina nela. Para chegar na glória definitiva, é preciso passar pela Paixão, ser fiel, cumprir na vida os desígnios amorosos de Deus e não se deixar corromper pelas tentações das facilidades, de um poder vicioso e maldoso que quer negar a obra de Deus.

Rezando
Colocamos na cruz do Senhor o sofrimento de toda a humanidade e os crucificados da história. Colocamos aos Seus pés a esperança em nossa páscoa definitiva. Ajuda-nos Jesus a lidar com as paixões que sofremos diariamente na vida, os dramas que enfrentamos, as negações e traições que passamos e e assim possamos viver, o mistério da Paixão de Cristo, a redenção de nossa humanidade!

Abençoando
Traçando o sinal da cruz em você diga: 
Abençoai-me Senhor Deus que é † Pai, Filho e Espírito Santo, para que eu viva sempre no seu amor e fazendo só o bem a todos. Amém!

Adaptado: #FlávioRonconiOliv #CNBB #CN