sábado, 31 de dezembro de 2011

2011 se foi mas está chegando 2012

"Naquele tempo, Jesus tomou consigo a Pedro, Tiago e João, e conduziu-os a sós a um alto monte. E transfigurou-se diante deles. Suas vestes tornaram-se resplandecentes e de uma brancura tal, que nenhum lavadeiro sobre a terra as pode fazer assim tão brancas. Apareceram-lhes Elias e Moisés, e falavam com Jesus.  Pedro tomou a palavra: Mestre, é bom para nós estarmos aqui; faremos três tendas: uma para ti, outra para Moisés e outra para Elias. Com efeito, não sabia o que falava, porque estavam sobremaneira atemorizados. Formou-se então uma nuvem que os encobriu com a sua sombra; e da nuvem veio uma voz: Este é o meu Filho muito amado; ouvi-o. Mc 9, 2-7.
Este evangelho é ótimo para refletir sobre mudança. 2011 se foi e 2012 nada vai mudar se você não mudar. A transfiguração de Jesus é um convite a nos deixarmos transfigurar, transbordando aquilo que o Espírito de Deus está gerando em nós. Confira: "Maior é o que está em nós do que tudo aquilo que está no mundo" 1Jo 4,4. Mergulhe em 2012 em seu próprio coração, encontre-se com Deus e receba as maravilhas que o Senhor tem para te dar. Peça a Ele que as dificuldades da vida que roubaram o brilho de seus olhos em 2011, voltem a resplandecer em 2012 pois Jesus prevalecerá acima de tudo e o poder do Deus vivo mudará sua vida, transfigurando o triste semblante e enchendo-te com a beleza da vitória do ressuscitado, para que você transborde sobre todos ao seu redor a gloriosa luz da presença de Deus em sua vida. 

segunda-feira, 19 de dezembro de 2011

Julgamentos precipitados

Não faça de tudo motivo para julgamentos precipitados ou palavras amargas. Espere; alargue as medidas do seu coração; aprenda a olhar para o outro com aceitação e, ao mesmo tempo, com esperança. Abrir mão de julgar (e muitas vezes abrir mão de querer “consertar” a outra pessoa, para que ela fique “do nosso jeito”) pode ser uma maneira de dar tempo para que as coisas mudem. Quando condenamos alguém, ainda que por coisas pequenas, estamos dando por encerrado algo que talvez Deus ainda queira transformar. Se desejarmos contar com a paciência de Deus a nosso favor, precisamos primeiro exercitá-la em benefício dos irmãos.
Fonte: Basta uma Palavra - Pe. Antonio José.
download grátis do livro: http://www.riodedeus.com/basta_uma_palavra.pdf

quinta-feira, 8 de dezembro de 2011

Limites na TV

PROGRAMA EM FAMÍLIA
As recomendações dos especialistas para que pais
e filhos tenham uma relação saudável com a TV
O que fazer
Fotos Rubberball

 As crianças com menos de 9 anos não devem ser expostas a programas que exploram temas como sexo, violência e drogas. Portanto, estipule regras e horários para elas verem TV
 Os pré-adolescentes, de 9 a 12 anos, já sabem do que tratam algumas cenas e fazem perguntas que podem embaraçar os pais. Se for inevitável que eles vejam um programa mais espinhoso, é melhor que adultos estejam junto – e preparados para enfrentar questionamentos
 Os adolescentes, dos 13 aos 17 anos, têm bastante noção dos assuntos abordados na TV. Controlar o que eles vêem é uma missão impossível, mas nem por isso os pais devem abrir mão de debater os programas a que eles estão assistindo – inclusive na TV de seu quarto

O que dizer se for questionado
sobre uma cena forte

 Não transforme um papo desses numa aula de anatomia nem num sermão moralista
 Não fale em tom professoral, com o peito cheio de ar
 Seja honesto: se estiver constrangido, diga isso em vez de se esconder atrás de polissílabos proparoxítonos. Se não souber o que dizer, fique calado. Você não é um palestrante de passagem que tem de dizer tudo naquela hora
 Procure saber como seu filho está se sentindo diante da cena incômoda e abra espaço para a resposta
 Não seja hipócrita. Não adianta condenar a violência da cena se você é dos que acham que um tapa bem dado vale mais do que mil palavras
Fontes: Lídia Aratangy, psicóloga, Miguel Perosa, psicoterapeuta e professor de psicologia, Alexandre Saadeh, psiquiatra, e Magdalena Ramos, psicóloga

segunda-feira, 31 de outubro de 2011

E-CAT - Escola para Catequistas

Catequista, a formação para um melhor desempenho de sua missão é uma das principais preocupações da Igreja na atualidade, bem como um dos maiores desejos daqueles que são apaixonados pela catequese. Por isso, visando atender à necessidade da Igreja de ir ao encontro do seu coração de catequista, a Faculdade Dehoniana criou a ECAT (Escola para Catequistas). Este projeto não tem finalidade meramente intelectual, mas também pastoral, pois quer lhe formar para a missão. Por isso, ele se desenvolverá em parceria com a Equipe Diocesana de Animação Bíblico Catequética, preocupando-se em articular o conteúdo teológico da Igreja com a metodologia catequético-pastoral em um casamento harmonioso entre o que a faculdade de teologia e a prática pastoral tem de melhor para lhe oferecer.

A Escola para Catequista tem por missão cuidar da formação de catequistas e por sua índole própria, procura fazer um equilíbrio entre conhecimento, afetividade, fé, comportamento e ação. Nas diversas dimensões que devem formar o catequista, a mais profunda delas se refere ao próprio SER da pessoa, a sua dimensão humana e cristã, amadurecendo-o como crente e apóstolo; assim ele deve SABER cumprir bem sua tarefa, conhecendo a mensagem que transmite e também, o seu destinatário, unido ao contexto social que o cerca;•por último engloba-se o SABER FAZER, “já que a catequese é um ato de comunicação; a formação tende a fazer do catequista um educador do homem e da vida do homem”. cf DGC 238


O projeto é iniciar em 2012 com uma Semana Catequética de 5 a 8 de março e aulas semanais as 3a.feiras das 19h30 as 21h30. Serão dois anos em quatros módulos:
1) Ser - Espiritualidade do Catequista
2) Saber I - A Bíblia na Catequese
3) Saber II - Verdades da Fé Cristã
4) Saber Fazer - Metodologia Catequética

No final será fornecido um certificado de extensão universitária da Faculdade Dehoniana.

Pe. Fábio dos Santos Modesto / Faculdade Dehoniana / Equipe Diocesana de Animação Bíblico Catequética

quarta-feira, 19 de outubro de 2011

Despedida do Trema

Estou indo embora. Não há mais lugar para mim. Eu sou o trema. Você pode nunca ter reparado em mim, mas eu estava sempre ali, na Anhangüera, nos aqüíferos, nas lingüiças e seus trocadilhos por mais de quatrocentos e cinqüentas anos.
Mas os tempos mudaram. Inventaram uma tal de reforma ortográfica e eu simplesmente tô fora. Fui expulso pra sempre do dicionário. Seus ingratos! Isso é uma delinqüência de lingüistas grandiloqüentes!...
O resto dos pontos e o alfabeto não me deram o menor apoio... A letra U se disse aliviada porque vou finalmente sair de cima dela. Os dois pontos disse que eu sou um preguiçoso que trabalha deitado enquanto ele fica em pé.
Até o cedilha foi a favor da minha expulsão, aquele C cagão que fica se passando por S e nunca tem coragem de iniciar uma palavra. E também tem aquele obeso do O e o anoréxico do I. Desesperado, tentei chamar o ponto final pra trabalharmos juntos, fazendo um bico de reticências, mas ele negou, sempre encerrando logo todas as discussões. Será que se deixar um topete moicano posso me passar por aspas?... A verdade é que estou fora de moda. Quem está na moda são os estrangeiros, é o K e o W, "Kkk" pra cá, "www" pra lá.
Até o jogo da velha, que ninguém nunca ligou, virou celebridade nesse tal de Twitter, que aliás, deveria se chamar TÜITER. Chega de argüição, mas estejam certos, seus moderninhos: haverá conseqüências! Chega de piadinhas dizendo que estou "tremendo" de medo. Tudo bem, vou-me embora da língua portuguesa. Foi bom enquanto durou. Vou para o alemão, lá eles adoram os tremas. E um dia vocês sentirão saudades. E não vão agüentar!...
Nós nos veremos nos livros antigos. saio da língua para entrar na história.

Adeus,
Trema.

sábado, 3 de setembro de 2011

Lectio Divina - Leitura Orante da Bíblia

O que é a Lectio Divina? - Não é fácil traduzir literalmente e com exatidão a expressão latina “Lectio Divina”. Habitualmente é chamada de Lição Divina ou leitura orante da Palavra de Deus. Trata-se de uma leitura atenta e sem pressa. Cada dia é meditado e contemplado um texto escolhido e preparado de antemão. Tal leitura não tem apenas a finalidade de satisfazer a curiosidade intelectual do leitor. Ela tem como objetivo alimentar a vida de fé do cristão, fortalecer a união com Deus e animar o apostolado. O vaticano II, na Constituição Dogmática “Dei Verbum”, sobre a Revelação Divina diz que: - “A Lectio Divina é a escuta religiosa e piedosa da leitura sagrada da Escritura” (DV 10). Pressupõe sempre uma atitude de fé orante e abertura de coração.
O encontro: - A leitura orante da Sagrada Escritura sempre tem sido o lugar preferido para o encontro com Deus. É a chamada “Lectio Divina”. Mas, “Lectio” não significa ler a Bíblia somente para adquirir conhecimentos ou obter informações. Trata-se de um encontro profundo e íntimo com Deus que se dirige a nós através da Palavra. É na Palavra que sentimos a unidade e a essência de Deus. No encontro com Deus encontro a mim mesmo de uma maneira nova. Santo Agostinho diz: - “A Palavra de Deus se opõe à tua vontade enquanto não te tornar artífice de tua salvação. Na medida em que tu mesmo fores o teu inimigo, também a Palavra de Deus o será. Torna-te amigo de ti mesmo e também a Palavra de Deus estará em harmonia contigo” (Sermão 110,3). Na medida em que compreendo a Palavra de Deus, compreendo a mim mesmo de uma maneira nova. Compreender o texto bíblico é compreender os meus limites.
O amor à Palavra: - Para a pessoa de fé, a Bíblia é o “Livro de Deus”. Quem segue a Cristo recorre sempre à Sagrada Escritura para encontrar a “Água viva da salvação”. É na escuta atenta da Palavra de Deus que o amor misericordioso e a compaixão vão sendo aprimorados. É sempre o Espírito Santo que suscita o amor e adesão à Palavra. Além do mais, a leitura atenta da Palavra sempre leva à oração e intimidade com o Senhor. É impossível compreender a leitura orante sem chegar à oração, em todas as suas formas e expressões, tais como: - súplicas, hinos, ação de graça, invocações, louvores, pedidos de perdão... Assim, a Lectio Divina passa a ser uma Palavra rezada e não apenas lida. É uma assimilação lenta do texto bíblico, onde a pessoa orante escuta atentamente a voz do Pai e volta o seu olhar e o seu coração para ele.
A escuta da Palavra: - No Antigo Testamento, uma das características peculiar da religião hebraica é, sem dúvida, a escuta atenta da Palavra. Por um lado, Deus fala através dos textos Sagrados; por outro, o povo responde na escuta, acolhendo tal Palavra, impregnando assim da sabedoria divina. Para que o povo de Israel seja “propriedade exclusiva do Senhor, bem como um reino de sacerdotes e uma nação santa”, precisa escutar sua Voz e observar sua Aliança (Ex 19,5-6). A atitude mais digna do ser humano, perante seu Criador e Pai, sintetiza-se na escuta de sua Palavra. Esta requer ambiente de silêncio, recolhimento e abertura. Nosso Deus continua a falar a cada pessoa que escuta atentamente sua Palavra.
Os quatro passos: - A leitura divina é dividida em quatro passos: - leitura – meditação – oração – contemplação. A leitura orante da Bíblia procura a união com Deus, à meditação o encontra, a oração o invoca e a contemplação o saboreia. Tal método acende o desejo ardente do coração para Deus. Contemplar é rezar sem palavras. É tornar-se um com Deus. Há uma conexão interna das quatro fases. O principal objetivo da leitura orante é encontrar-se com Deus. Na Lectio Divina, a alma percorre um itinerário espiritual em direção a um encontro sempre mais profundo com Deus.
Ler a Palavra: - Há uma evolução lenta. Aos poucos se passa do ato de ler para escutar a Palavra. Assim, por exemplo, Moisés cumpre sua missão mediadora entre Deus e o povo, lendo a Palavra do Senhor, que estava escrita nas tábuas da Aliança (Ex 24,7). A Lei escrita em pergaminhos, passa a ser chamada de Escritura, que quer dizer exatamente isto: - Lei escrita para ser lida e proclamada. No Novo Testamento Jesus fala com pessoas que conhecem bem a Escritura: - “Nunca lestes o que fez Davi quando teve necessidade, e ele e os que o acompanhavam sentiram fome”? (Mc 2,25). Podemos ver nesta pergunta de Jesus já a origem da Lectio divina.
Meditar a Palavra: - Já nos primeiros séculos do cristianismo, a Igreja, através dos Monges, fez uma grande descoberta: é preciso meditar as Escrituras, ou seja, “ruminar”. A leitura orante leva à meditação. É aí que o cristão percebe a força transformadora da Palavra, assim ele vai formando a consciência reta e clara dos apelos de Deus para poder agir perante a maldade do mundo. Meditar é parar. É tirar tempo para perceber as novidades de Deus. Meditar é mais do que ler. È colocar o ouvido e o coração à escuta.
Rezar a Palavra: - Aquilo que é lido no Antigo Testamento encontra sua realização na vida e nos ensinamentos de Jesus. Os evangelhos constituem o coração de toda a Bíblia. Toda leitura orante tende a conduzir à oração. Rezar é, em primeiro lugar, um relacionamento amoroso e gratuito com Deus. A autêntica oração é sempre união com Deus. É sempre intimidade com o Criador. Os frutos da oração se manifestam ao longo da vida. A oração nos traz de novo a sensibilidade humana, muitas vezes, esquecida em nosso cotidiano. Quem reza também se compromete. Quem reza entende a dor e o sofrimento do outro. É impossível rezar e ficar de braços cruzados, sem perceber o sofrimento de tantos irmãos sofredores. A oração conduz a um apostolado fecundo.
Contemplar a Palavra: - É necessário contemplar a Palavra, isto é, o Verbo que se encarnou, o Filho de Deus feito Homem. São João nos diz: - “Nós contemplamos a Palavra da Vida” (1Jo 1,1). Quem contempla também vai se comprometer com os valores do Reino, vai sempre mais percebendo qual é a autêntica vontade de Deus sobre sua vida. A contemplação permite o discernimento em profundidade. O próprio Jesus manda examinar as Escrituras como fonte de vida: - “Examinai as Escrituras porque julgais ter nelas a vida eterna; ora são elas que dão testemunho de mim” (Jo 5,39). O verbo “examinar” tem aqui o sentido de contemplar. A contemplação não tem nada de alucinação, desequilíbrio emocional ou até mesmo fanatismo. Não se pode forçar uma contemplação. Ela brota espontânea de uma atitude orante. Não basta pensar em Deus, é preciso unir-se sempre mais a ele. É através da contemplação que a pessoa encontra o equilíbrio interior e um estado de harmonia e paz. Neste espaço de Deus as feridas do coração vão sendo curadas. Na contemplação precisamos estar dispostos a nos assumir do jeito que somos diante de Deus. O ponto mais alto da ascese cristã é a contemplação.
Coração orante e contemplativo: - Eis o segredo de toda força missionária. A Lectio Divina é a base necessária de toda a vida cristã. A vida espiritual do cristão é a Sagrada Escritura lida, meditada, rezada e contemplada. Isso é compromisso de cada dia. A leitura orante não é exercício isolado do cristão, pois ele está em comunhão com toda a Igreja. Conforme Orígenes, o “cristão perfeito” é aquele que sabe ler as Escrituras. E no dizer de São Jerônimo, “desconhecer a Escritura é desconhecer Cristo”. Também Santo Ambrósio pede que a leitura da Palavra de Deus seja contínua e diária: - “Tenham, diariamente nas mãos a Sagrada Escritura, a fim de adquirir o conhecimento de cristo”.
Textos para oração:
2Timóteo 3,1-17: Toda a Escritura é inspirada por Deus.
Atos 17,1-34: Os ensinamentos de Paulo a partir das Escrituras.       
Pe. Agenor Girardi

domingo, 28 de agosto de 2011

Dia do Catequista

Catequista, parabéns pelo seu dia. Você é um instrumento valioso para a Evangelização. Apesar das dificuldades: Alegrai-vos e exultai, porque será grande a vossa recompensa nos céus, pois assim perseguiram os profetas que vieram antes de vós. Mt, 5-12.

Aproveite o seu dia para refletir nestas 5 dicas de Formação para Catequistas adaptadas da Revista de Catequese No.134 pág 52 baseado no Doc. de Aparecida e na 3a. Sem. Latino Americana de Catequese:



1- Compreenda a história de sua formação.
2- Parta de um projeto orgânico elaborado  com competência cf. DAp 281.
3- Proponha itinerários diversificados e flexíveis que não estejam calcados no modelo de formação escolar. DAp 214,280,281.
4- Conte com pessoal capacitado para iniciar, acompanhar e sustentar os catequistas. III SLAC 85,96,101.
5- Aprenda o uso das novas tecnologias da informação e da comunicação.

ORAÇÃO DO CATEQUISTA
SENHOR, TU ME CHAMASTE A SER CATEQUISTA NA TUA IGREJA NESTE IMENSO BRASIL, NA TUA COMUNIDADE QUE TAMBÉM É MINHA. TU ME CONFIASTE A MISSÃO DE ANUNCIAR TUA PALAVRA, DE DENUNCIAR O PECADO, DE TESTEMUNHAR, PELA MINHA PRÓPRIA VIDA, OS VALORES DO EVANGELHO. RECUO DIANTE DE TEU CHAMADO. É PESADA SENHOR, A MINHA PRÓPRIA VIDA, OS VALORES DO EVANGELHO. CAMINHAREMOS JUNTOS, SENHOR, TU, APOIANDO-ME, ILUMINANDO-ME; EU, COLOCANDO-ME A TUA DISPOSIÇÃO, À DISPOSIÇÃO DA IGREJA, PREPARANDO-ME E ATUALIZANDO-ME SEMPRE MAIS PARA SERVIR MELHOR AO TEU POVO. FAZE-ME TEU INSTRUMENTO PARA QUE VINHA O TEU REINO, REINO DE AMOR À PAZ, DE FRATERNIDADE E JUSTIÇA, REINO, ONDE DEUS SERÁ TUDO EM TODOS. AMÉM.

domingo, 21 de agosto de 2011

Cartas para falar de sentimentos

Com esse jogo feito por você, a garotada vai aprender a reconhecer as emoções e a conversar sobre elas. Alegria, tristeza, raiva, saudades... Falar sobre as emoções, e dar nome a cada uma delas, vai ficar mais fácil com o baralho dos sentimentos. Feito com materiais simples, como EVA, papelão, papel colorido e letras em transfer, o jogo é indicado para qualquer idade. A lista de sentimentos você elabora junto com a turma. Cada um deles vai ser representado em uma carta. Depois, é só propor as atividades sugeridas a seguir. Durante a brincadeira, a turma se conhece melhor e aprende mais a respeito dos colegas. E você, ao trabalhar o tema, vai perceber que a garotada traz para a discussão conflitos que aconteceram no dia-a-dia. A disputa por uma figurinha na hora do encontro, por exemplo, pode render uma boa conversa na hora do jogo. O ideal é que as atividades façam parte da rotina diária. "Nesses momentos, não cabem julgamentos, punições ou humilhações. O importante é cada um explicar seu comportamento diante de uma situação apresentada", afirma a educadora Luciene Regina Paulino Tognetta, do Laboratório de Psicologia Genética da Universidade Estadual de Campinas (SP).


Como Fazer
1. Revestimento da base
De um lado do papel dúplex, cole o papel, estampado e no verso o liso. Repita o procedimento com todas as cartas. Arredonde os cantos.
2. Confecção do carimbo
Componha as expressões colando pedacinhos de EVA laranja no EVA preto. O contorno do rosto, as orelhas e o cabelo são sempre iguais. O que muda, dependendo do sentimento, são as sobrancelhas, os olhos e a boca. Faça um carimbo para cada sentimento.
3. Acabamento das cartas
Carimbe as carinhas nas cartas e, com as letras em transfer, escreva o nome de cada uma das emoções.
4. Outras versões
Para fazer um baralho de papel cartão, desenhe a carinha em papel colorido, recorte-a e cole-a na carta de outra cor. Se preferir, forre os dois lados de CDs velhos com papel colorido. Recorte uma ilustração de um livro infantil ou de um gibi e cole bem no centro do CD. Escreva embaixo o nome do sentimento.

Material necessário
Retalhos de EVA laranja
16 pedaços quadrados de EVA preto com 10 centímetros de lado
16 pedaços de papel dúplex com 10 por 15 centímetros
16 pedaços de papel de 180 ou 240 gramas estampado laranja com 10 por 15 centímetros
16 pedaços de papel de 180 ou 240 gramas liso laranja com 10 por 15 centímetros
Régua
Almofada preta para carimbo
Letras em transfer
Cola branca
Tesoura
Lápis
*Para confeccionar um baralho com 16 cartas.

Quatro Sugestões para usar o baralho
Teatro das emoções
Divida a turma em quatro grupos. Cada um ocupa um canto da sala. Fique no centro segurando o baralho. Um membro de cada equipe vai até você e escolhe uma carta sem que os colegas vejam qual é. Depois, eles voltam aos grupos e representam o sentimento com mímica até que os parceiros adivinhem. Em seguida, as equipes representam o mesmo sentimento para as demais adivinharem. A equipe que alcançar o objetivo primeiro ganha um ponto.
Pequenos escritores
Divida a turma em quatro grupos e peça para um representante de cada equipe escolher três cartas. Todos os participantes terão de escrever histórias com essas emoções. Variação: criar histórias em quadrinhos.
Como eu me sinto?
Peça para a turma formar grupos pequenos e espalhe o baralho sobre a mesa, com as figuras viradas para cima. Um de cada grupo lança o dado. Quem tirar o maior número sorteia de dentro de uma caixa um papel com alguma situação. Por exemplo: você acaba de saber que seu melhor amigo vai mudar de cidade no mês que vem. Você se sente... O grupo terá de escolher a carta do baralho que melhor define o sentimento.
Avaliação diferente
Após qualquer atividade, forme um círculo com a turma e espalhe as cartas no chão. Cada um escolhe uma ou duas para representar o que sentiu em relação à atividade.

Fonte: Cristiane Marangon – Adaptação: Flávio Ronconi de Oliveira

sábado, 30 de julho de 2011

Você tende a se vitimizar? Faça o teste.


Quem nunca teve um período da vida em que achou que algo de errado estava acontecendo? Ou conheceu uma pessoa que reclamava constantemente, como se fosse o ser mais injustiçado do mundo? A psicóloga Wania Prado afirma que se fazer de vítima é um comportamento normal do ser humano e que acontece, muitas vezes, de maneira inconsciente.

"A pessoa que está sempre se vitimizando não conhece, verdadeiramente, as suas qualidades e suas fragilidades. Age como se os outros fossem responsáveis por ela. São pessoas que temem assumir a responsabilidade da própria vida e preferem que o outro tenha o controle. Através da sua atitude de se vitimizar, provoca a compaixão alheia, mas, muitas vezes, a revolta e a indignação."
Segundo a especialista, esse comportamento esconde, principalmente, uma forte carência, que é percebida pelas outras pessoas com quem a vítima convive. "A pessoa que diz à outra que ela se coloca nesse papel está prestando um grande favor", diz a psicóloga.
Fonte: Uol - Renata Rode

domingo, 17 de julho de 2011

Ensinar bem é... saber planejar


O planejamento deve estar presente em todas as atividades catequéticas para se chegar aos mais altos objetivos. Improvisos às vezes acontecem, mas não podem virar regar. O planejamento é a etapa mais importante do projeto pedagógico, porque é nela que as metas são articuladas às estratégias e ambas são ajustadas às possibilidades reais. Existem três tipos de planejamento na catequese: o plano da comunidade/paróquia, o plano de ensino dos temas/encontros e a sequência ou projeto didático. O primeiro traz orientações gerais que vinculam os objetivos da comunidade ao sistema catequético mais amplo e deve ser baseado no DNC (diretório nacional de catequese). O plano de ensino dos temas/encontros, se divide em tópicos que definem metas, conteúdos e estratégias metodológicas da catequese em suas etapas. A sequência didática é a previsão de conteúdo de um conjunto dos encontros e o projeto de um trabalho mais longo e complexo.

O planejamento catequético é um processo de racionalização, organização e coordenação da atividade do catequista, que articula o que acontece dentro da catequese com o contexto em que ela se insere. Trata-se de um processo de reflexão crítica a respeito das ações e opções ao alcance do catequista. Por isso a idéia de planejar precisa estar sempre presente e fazer parte de todas as atividades — senão prevalecerão rumos estabelecidos em contextos estranhos à catequese e/ou ao catequista e/ou ao catequizando/a. Para Flávio Ronconi de Oliveira, catequista e membro da equipe diocesana em Taubaté, "o que mostra uma eficácia na catequese é a excelência do seu planejamento. Aquele que educa lida com o conhecimento e não pode agir de improviso. Educar na fé, além de crer naquilo que se faz, exige planejamento, oração, sistematização e muita criatividade".

Trabalho coletivo:

Planejar é um ato coletivo que envolve a troca de informações entre catequistas, coordenadores, agentes pastorais, catequizandos e pais. Isso não quer dizer que o produto final venha a ser um documento complicado. Ao contrário, ele deve ser simples, funcional e flexível. E não adianta elaborar o planejamento tendo em mente apenas catequizandos ideais. Avalie o que sua turma já vivência da fé e o que ainda precisa aprender. Só assim você poderá planejar com base em necessidades reais de aprendizagem. Esteja aberto para acolher os catequizandos e suas circunstâncias. E, é claro, para aprender com os próprios erros e caminhar junto com a turma.

Planejar requer:
pesquisar sempre; 
ser criativo na elaboração do encontro; 
estabelecer prioridades e limites e muita oração; 
estar aberto para acolher o/a catequizando/a e sua realidade; 
ser flexível para replanejar sempre que necessário. 

Leve sempre em conta:
as características e necessidades de aprendizagem dos/as catequizandos/as; 
os objetivos catequéticos da comunidade e seu projeto; 
o conteúdo de cada etapa; 
os objetivos e seu compromisso pessoal com a Igreja; 
as condições objetivas da missão. 

Com base nisso, defina:
o que vai ensinar; 
como vai ensinar; 
quando vai ensinar; 
o que, como e quando avaliar. 

Fonte: adaptado Flávio - Site Nova Escola

quarta-feira, 22 de junho de 2011

Bullying

1. O que é bullying?

Bullying é uma situação que se caracteriza por agressões intencionais, verbais ou físicas, feitas de maneira repetitiva, por um ou mais  colegas contra um ou mais colegas. O termo bullying tem origem na palavra inglesabully, que significa valentão, brigão. Mesmo sem uma denominação em português, é entendido como ameaça, tirania, opressão, intimidação, humilhação e maltrato.
"É uma das formas de violência que mais cresce no mundo", afirma Cléo Fante, educadora e autora do livro Fenômeno Bullying: Como Prevenir a Violência nas Escolas e Educar para a Paz (224 págs., Ed. Verus, tel. (19) 4009-6868 ). Segundo a especialista, o bullying pode ocorrer em qualquer contexto social, como escolas, universidades, famílias, vizinhança e locais de trabalho. O que, à primeira vista, pode parecer um simples apelido inofensivo pode afetar emocional e fisicamente o alvo da ofensa. Além de um possível isolamento ou queda do rendimento escolar, crianças e adolescentes que passam por humilhações racistas, difamatórias ou separatistas podesm apresentar doenças psicossomáticas e sofrer de algum tipo de trauma que influencie traços da personalidade. Em alguns casos extremos, o bullying chega a afetar o estado emocional do jovem de tal maneira que ele opte por soluções trágicas, como o suicídio.

 

2. O que não é bullying?


Discussões ou brigas pontuais não são bullying. Conflitos entre professor e aluno ou aluno e gestor também não são considerados bullying. Para que seja bullying, é necessário que a agressão ocorra entre pares (colegas de classe ou de trabalho, por exemplo). Todo bullying é uma agressão, mas nem toda a agressão é classificada como bullying. 
Para Telma Vinha, doutora em Psicologia Educacional e professora da Faculdade de Educação da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), para ser dada como bullying, a agressão física ou moral deve apresentar quatro características: a intenção do autor em ferir o alvo, a repetição da agressão, a presença de um público espectador e a concordância do alvo com relação à ofensa. ''Quando o alvo supera o motivo da agressão, ele reage ou ignora, desmotivando a ação do autor'', explica a especialista.

3. O bullying é um fenômeno recente?

Não. O bullying sempre existiu. No entanto, o primeiro a relacionar a palavra a um fenômeno foi Dan Olweus, professor da Universidade da Noruega, no fim da década de 1970. Ao estudar as tendências suicidas entre adolescentes, o pesquisador descobriu que a maioria desses jovens tinha sofrido algum tipo de ameaça e que, portanto, o bullying era um mal a combater.
A popularidade do fenômeno cresceu com a influência dos meios eletrônicos, como a internet e as reportagens na televisão, pois os apelidos pejorativos e as brincadeiras ofensivas foram tomando proporções maiores. "O fato de ter consequências trágicas - como mortes e suicídios - e a impunidade proporcionaram a necessidade de se discutir de forma mais séria o tema", aponta Guilherme Schelb, procurador da República e autor do livro Violência e Criminalidade Infanto-Juvenil (164 págs., Thesaurus Editora tel. (61) 3344-3738).

4. O que leva o autor do bullying a praticá-lo?

Querer ser mais popular, sentir-se poderoso e obter uma boa imagem de si mesmo. Isso tudo leva o autor do bullying a atingir o colega com repetidas humilhações ou depreciações. É uma pessoa que não aprendeu a transformar sua raiva em diálogo e para quem o sofrimento do outro não é motivo para ele deixar de agir. Pelo contrário, sente-se satisfeito com a opressão do agredido, supondo ou antecipando quão dolorosa será aquela crueldade vivida pela vítima.
''O autor não é assim apenas na escola. Normalmente ele tem uma relação familiar na qual tudo se resolve pela violência verbal ou física e ele reproduz isso no ambiente escolar'', explica o médico pediatra Lauro Monteiro Filho, fundador da Associação Brasileira Multiprofissional de Proteção à Infância e Adolescência (Abrapia).
Sozinha, a escola não consegue resolver o problema, mas é normalmente nesse ambiente que se demonstram os primeiros sinais de um praticante de bullying. "A tendência é que ele seja assim por toda a vida, a menos que seja tratado", diz.

5. O espectador também participa do bullying?

Sim. O espectador é um personagem fundamental no bullying. É comum pensar que há apenas dois envolvidos no conflito: o autor e o alvo. Mas os especialistas alertam para um terceiro personagem responsável pela continuidade do conflito. O espectador típico é uma testemunha dos fatos, pois não sai em defesa da vítima nem se junta aos autores. Quando recebe uma mensagem, não repassa. Essa atitude passiva pode ocorrer por medo de também ser alvo de ataques ou por falta de iniciativa para tomar partido.
Os que atuam como plateia ativa ou como torcida, reforçando a agressão, rindo ou dizendo palavras de incentivo também são considerados espectadores. Eles retransmitem imagens ou fofocas. Geralmente, estão acostumados com a prática, encarando-a como natural dentro do ambiente escolar. ''O espectador se fecha aos relacionamentos, se exclui porque ele acha que pode sofrer também no futuro.
Se for pela internet, por exemplo, ele apenas repassa a informação. Mas isso o torna um coautor'', explica a pesquisadora Cléo Fante, educadora e autora do livro Fenômeno Bullying: Como Prevenir a Violência nas Escolas e Educar para a Paz (224 págs., Ed. Verus, tel. (19) 4009-6868).

6. Como identificar o alvo do bullying?

O alvo costuma ser uma criança com baixa autoestima e retraída tanto na escola quanto no lar. ''Por essas características, é difícil esse jovem conseguir reagir'', afirma o pediatra Lauro Monteiro Filho. Aí é que entra a questão da repetição no bullying, pois se o aluno procura ajuda, a tendência é que a provocação cesse.
Além dos traços psicológicos, os alvos desse tipo de violência costumam apresentar particularidades físicas. As agressões podem ainda abordar aspectos culturais, étnicos e religiosos.
"Também pode ocorrer com um novato ou com uma menina bonita, que acaba sendo perseguida pelas colegas", exemplifica Guilherme Schelb, procurador da República e autor do livro Violência e Criminalidade Infanto-Juvenil (164 págs., Thesaurus Editora tel. (61) 3344-3738).

7. Quais são as conseqüências para aquele que é alvo de bullying?

Aquele que sofre bullying, principalmente quando não pede ajuda, enfrenta medo e vergonha de ir à escola. Pode querer abandonar os estudos, não se achar bom para integrar o grupo e apresentar baixo rendimento.
Uma pesquisa da Associação Brasileira Multiprofissional de Proteção à Infância e Adolescência (Abrapia) revela que 41,6% das vítimas nunca procuraram ajuda ou falaram sobre o problema, nem mesmo com os colegas.
As vítimas chegam a concordar com a agressão, de acordo com Luciene Tognetta, doutora em Psicologia Escolar e pesquisadora da Faculdade de Educação da Universidade Estadual de Campinhas (Unicamp). O discurso deles segue no seguinte sentido: "Se sou gorda, por que vou dizer o contrário?"
Aqueles que conseguem reagir podem alternar momentos de ansiedade e agressividade. Para mostrar que não são covardes ou quando percebem que seus agressores ficaram impunes, os alvos podem escolher outras pessoas mais indefesas e passam a provocá-las, tornando-se alvo e agressor ao mesmo tempo.

8. O que é pior: o bullying com agressão física ou o bullying com agressão moral?

Ambas as agressões são graves e têm danos nocivos ao alvo do bullying. Por ter consequências imediatas e facilmente visíveis, a violência física muitas vezes é considerada mais grave do que um xingamento ou uma fofoca.
''A dificuldade que a escola encontra é justamente porque o professor também vê uma blusa rasgada ou um material furtado como algo concreto. Não percebe que a uma exclusão, por exemplo, é tão dolorida quanto ou até mais'', explica Telma Vinha, doutora em Psicologia Educacional e professora da Faculdade de Educação da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp).
Os jovens também podem repetir esse mesmo raciocínio e a escola deve permanecer alerta aos comportamentos moralmente abusivos.

9. Existe diferença entre o bullying praticado por meninos e por meninas?

De modo geral, sim. As ações dos meninos são mais expansivas e agressivas, portanto, mais fáceis de identificar. Eles chutam, gritam, empurram, batem.
Já no universo feminino o problema se apresenta de forma mais velada. As manifestações entre elas podem ser fofocas, boatos, olhares, sussurros, exclusão. "As garotas raramente dizem por que fazem isso. Quem sofre não sabe o motivo e se sente culpada", explica a pesquisadora norte-americana Rachel Simmons, especialista em bullying feminino.
Ela conta que as meninas agem dessa maneira porque a expectativa da sociedade é de que sejam boazinhas, dóceis e sempre passivas. Para demonstrar qualquer sentimento contrário, elas utilizam meios mais discretos, mas não menos prejudiciais. "É preciso reconhecer que as garotas também sentem raiva. A agressividade é natural no ser humano, mas elas são forçadas a encontrar outros meios - além dos físicos - para se expressar", diz Rachel.

10. O que fazer quando se identifica um caso de bullying?

Ao surgir uma situação em sala, a intervenção deve ser imediata. "Se algo ocorre e o educadoor se omite ou até mesmo dá uma risadinha por causa de uma piada ou de um comentário, vai pelo caminho errado. Ele deve ser o primeiro a mostrar respeito e dar o exemplo", diz Aramis Lopes Neto, presidente do Departamento Científico de Segurança da Criança e do Adolescente da Sociedade Brasileira de Pediatria.
O educador pode identificar os atores do bullying: autores, espectadores e alvos. Claro que existem as brincadeiras entre colegas no ambiente escolar. Mas é necessário distinguir o limiar entre uma piada aceitável e uma agressão. "Isso não é tão difícil como parece. Basta que o professor se coloque no lugar da vítima. O apelido é engraçado? Mas como eu me sentiria se fosse chamado assim?", orienta o pediatra Lauro Monteiro Filho.
Veja os conselhos dos especialistas Cléo Fante e José Augusto Pedra, autores do livro Bullying Escolar (132 págs., Ed. Artmed, tel; 0800 703 3444):
- Incentivar a solidariedade, a generosidade e o respeito às diferenças por meio de conversas, campanhas de incentivo à paz e à tolerância, trabalhos didáticos, como atividades de cooperação e interpretação de diferentes papéis em um conflito;
- Desenvolver em sala de aula um ambiente favorável à comunicação entre alunos;
- Quando um estudante reclamar de algo ou denunciar o bullying, procurar imediatamente a direção da escola.

11. Qual o papel do educador em conflitos fora da sala?

O educador é um exemplo fundamental de pessoa que não resolve conflitos com a violência. Não adianta, porém, pensar que o bullying só é problema dos educadores quando ocorre do portão para dentro. É papel da instituição construir uma comunidade na qual todas as relações são respeitosas.
''Deve-se conscientizar os pais e os alunos sobre os efeitos das agressões fora do ambiente escolar, como na internet, por exemplo'', explica Adriana Ramos, pesquisadora da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp) e coordenadora do curso de pós-graduação ''As relações interpessoais na escola e a construção da autonomia moral'', da Universidade de Franca (Unifran).
''A intervenção da escola também precisa chegar ao espectador, o agente que aplaude a ação do autor é fundamental para a ocorrência da agressão'', complementa a especialista.

12. O educador também é alvo de bullying?

Conceitualmente, não, pois, para ser considerada bullying, é necessário que a violência ocorra entre pares, como colegas de classe ou de trabalho. O educador pode, então, sofrer outros tipos de agressão, como injúria ou difamação ou até física, por parte de um ou mais alunos.
Mesmo não sendo entendida como bullying, trata-se de uma situação que exige a reflexão sobre o convívio entre membros da comunidade escolar. Quando as agressões ocorrem, o problema está na instituição como um todo. Em uma reunião com todos os educadores, pode-se descobrir se a violência está acontecendo com outras pessoas da equipe para intervir e restabelecer as noções de respeito.
Se for uma questão pontual, com um educador apenas, é necessário refletir sobre a relação entre o docente e o educando ou a classe. ''O jovem que faz esse tipo de coisa normalmente quer expor uma relação com o educador que não está bem. Existem comunidades na internet, por exemplo, que homenageiam os docentes. Então, se o educando se sente respeitado pelo educador, qual o motivo de agredi-lo?'', questiona Adriana Ramos, pesquisadora da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp) e coordenadora do curso de pós-graduação "As relações interpessoais na escola e a construção da autonomia moral", da Universidade de Franca (Unifran).
O educador é uma autoridade na sala, mas essa autoridade só é legitimada com o reconhecimento dos educandos em uma relação de respeito mútua. ''O jovem está em processo de formação e o educador é o adulto do conflito e precisa reagir com dignidade'', afirma Telma Vinha, doutora em Psicologia Educacional e professora da Faculdade de Educação da Unicamp.



Adaptado

domingo, 12 de junho de 2011

A alegria do povo luizense em celebrar a Festa do Divino

É na alegria do coração que o povo de São Luiz do Paraitinga celebra intensamente a festa do divino. A participação na novena é a melhor possível, a procissão das bandeiras do “império” até o local da missa é vivida com respeito e devoção.
Filho da terra, recordo os meus tempos de coroinha, no qual, montávamos as escalas para toda novena e para o grande dia. Todos queriam participar, era preciso encontrar funções para todos, bastaria apenas tocar o “sininho” na hora da consagração, já nos deixava satisfeitos.
Celebrar o “Divino”, é algo que mexe com os sentimentos e as emoções daquele povo. São tantas coisas que se entrelaçam, são famílias que se envolvem, desde a simples doação de uma “prenda para o divino” até a recepção de um “padre que veio celebrar a missa”.
São tantas expressões de fé que unem a simplicidade e a religiosidade daquele povo aos sentimentos do céu. É muito belo ver a felicidades dos pais que tem a oportunidade de terem seus filhos participando da grande procissão sejam vestidos de damas ou de anjos.
Não podemos esquecer-nos da alegria com que dançam os membros dos grupos de “Moçambique”, e o louvor que sobe aos céus dos grupos de “Folia do Divino”. Isso tudo é a mais simples, pura e profunda manifestação de fé.
Além do olhar religioso, acrescentamos o cultural. É inaceitável uma festa do divino, sem o delicioso “pastel de farinha”. Só de escrever já me deu água na boca e saudades dos tempos em que ficávamos na fila para degustar aquela preciosidade. Isso é cultura!
Poderia aqui ficar descrevendo tantas situações e emoções vividas nesta grande festa, mas as linhas não nos permitem, por isso, quero concluir dizendo, celebrar o “Divino Espírito Santo” é ter a grande oportunidade de no contexto religioso, perceber o amor que Deus tem pelo ser humano dando a ele a capacidade de permanecer firme nos propósitos da fé.

Padre Kleber R. Silva - Luizense

domingo, 15 de maio de 2011

Pe. Kleber - 7 anos de ordenação



Missa de aniversário de 7 anos de ordenação.
 Pe. Kleber hoje 7h na paróquia São Vicente de Paulo.


Até o coraçãozinho estava presente kkkkk... Parabéns e que Deus lhe abençoe sempre.


quinta-feira, 7 de abril de 2011

Trajédia em Escola Municipal no Rio de Janeiro

Mesmo que as crianças não perguntem nada sobre a tragédia na escola do Rio de Janeiro, os pais devem conversar com seus filhos sobre o acontecimento. Essa é a opinião do psiquiatra e educador Içami Tiba.

Na manhã desta quinta-feira (7), um atirador entrou em uma escola municipal do Rio de Janeiro e disparou contra alunos, funcionários e professores. Até o momento, há confirmação de 12 mortes de crianças entre 12 e 15 anos.

"A melhor posição dos pais [diante da tragédia na escola do Rio] é dizer que é impossível controlar esse tipo de coisa", afirma Tiba. "Esse tipo de situação é como um tsunami, um terremoto [um fato que está além da nossa vontade, uma tragédia que ninguém pode evitar]."

Segundo ele, o ideal é que os pais mostrem que também ficaram chocados e inseguros, mas que "todos têm que ficar juntos para se fortalecer". "Isso [mostrar segurança mesmo diante da insegurança] é o que vai oferecer conforto", completa o psiquiatra que também é colunista do UOL Educação.

Com mais de trinta anos de atendimento em consultório, Tiba já avisa logo que os pais devem "tirar da cabeça" o discurso "eu prometo que nada vai acontecer com você". Os filhos devem saber que a vida é perigosa -- e há situações que podemos controlar, como evitar lugares reconhecidamente perigosos, assim como há acontecimentos que não conseguimos prever nem evitar, como essa tragédia no Rio. "Não pode deixar quietinho [o assunto] que o monstro vai embora", diz.

Desligo a TV?
A exposição excessiva ao noticiário não traz benefícios nem aos adultos nem às crianças. No entanto, tentar proteger seu filho do mundo real também não é uma boa solução. Se a família costuma assitir ao noticiário junta, não há motivos para mudar de canal desta vez. Se houver possibilidade de uma conversa em conjunto sobre o acontecimento, a ideia é bem-vinda. Ver o noticiário pode provocar um efeito positivo, segundo Tiba: "Vê que todo mundo se chocou, não fica só no eu [estou me angustiando com a história]"

E se a criança quiser faltar à escola?
Uma situação que pode acontecer é a criança pedir para ficar em casa amanhã. Na opinião de Içami Tiba, os pais devem resistir à tentação de poupar os pequenos. "Não tem essa de não vou", diz Tiba, com firmeza. "[O pai ou a mãe] Não pode deixar que essa situação faça mais mal que já fez."

A separação é traumática, diz Tiba. "Reparou como o primeiro ato da mãe é querer ter o filho perto? Como se isso fosse protegê-lo?", diz. Ele insiste para que os pais demonstrem sua perturbação com o fato, mas que se mostrem seguros e solidários. "Diga que o papai também não quer trabalhar, mas tem que ir para ganhar dinheiro e colocar comida em casa. E o filho precisa estudar para construir um mundo melhor", exemplifica Tiba. Assim, segundo ele, os pais podem aproveitar para mostrar o valor do trabalho e do estudo.

Fonte: portal Uol

quarta-feira, 9 de março de 2011

Campanha da Fraternidade 2011

Tema: Fraternidade e a Vida no Planeta.
Lema "A Criação Geme em Dores de parto" (Rm 8,22).

APRESENTAÇÃO
A Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) propõe a cada ano, através da Campanha da Fraternidade (CF), um itinerário evangelizador fortemente voltado para a conversão pessoal e comunitária, em preparação à Páscoa. Em 2011, a CF atinge um marco importante pela 47ª vez!
Os objetivos gerais da CF são sempre os mesmos e decorrem da missão evangelizadora que a Igreja recebeu de Jesus Cristo: em vista do mandamento do amor fraterno, despertar e nutrir o espírito comunitário no meio do povo e a verdadeira solidariedade na busca do bem comum; educar para a vida fraterna, a partir da justiça e do amor, que são exigências centrais do Evangelho; renovar a consciência sobre a responsabilidade de todos na ação evangelizadora da Igreja, na promoção humana e na edificação de uma sociedade justa e solidária.
Durante esses quarenta e sete anos, a CF passou por três fases distintas: no início, os temas eram mais relacionados com a renovação da Igreja (1964 e 1965) e a renovação pessoal do cristão (1966 a 1972). Na segunda fase (1973 a 1984), a preocupação era mais voltada para a realidade social mediante a denúncia do pecado social e a promoção da justiça (Gaudium ET Spes, Medellín e Puebla). Na terceira fase (de 1985 até o presente), a Igreja no Brasil propõe temas de reflexão e conversão relativos às várias situações sociais e existenciais do povo brasileiro, que requerem maior fraternidade.
Em 2011 estaremos falando sobre meio ambiente, a gravidade do aquecimento global e das mudanças climáticas – causas e conseqüências. Tema: Fraternidade e a Vida no Planeta; Lema "A Criação Geme em Dores de parto", (Rm 8,22). Não há como não se dar conta que esta campanha esta ligada a Campanha de 2010, ora o fator econômico não esta relacionado à situação de nosso planeta hoje? Somos todos moradores de uma mesma casa, gostando disso ou não estamos interligados. Não há como simplesmente virar as costas e não se importar, afinal se ocorresse uma catástrofe a nível global para onde iríamos? Aquecimento global, mudanças geológicas nada mais é do que reações as nossas ações. A Campanha da Fraternidade de 2011, de maneira primorosa como sempre, vem justamente nos alertar desta verdade tudo o que fazemos pode prejudicar ou ajudar a salvar nosso planeta nos dá a oportunidade de como uma família sentarmos juntos e elaborarmos ações para salvar a nossa casa.
Em cada catástrofe seja ela terremotos, inundações, podemos sentir o planeta gemer, e a humanidade fazendo o mesmo, este gemido tem uma conotação de tristeza imensa. Ainda estamos em tempo hábil para reverter esta situação podemos transformar estes gemidos de dor em gemidos de amor e de esperança, sim podemos iniciar um período de gestação e após este período em que nos organizaremos com ações que ajudem a preservar o meio ambiente, receberemos de volta um planeta saudável, resgataremos o planeta que nos foi dado por Deus.
Esta campanha não é uma utopia e sim um alerta de que atitudes devem ser tomadas, não por uma minoria, mas por um todo, este planeta é nossa casa, precisamos ser fraternos, gerar ações que nos levem ao bem comum.
E para reforçar nossas expectativas aos Gestos Concretos que com certeza surgirão em nossas Paróquias, Sociedade através da conversão individual e coletiva nesta quaresma, sugerimos para nos estimular ao amor fraterno entre irmãos e irmãs comprometidos com o Meio Ambiente, louvarmos ao Senhor como São Francisco de Assis o fez por todas as criaturas que fazem parte da vida planetária.
Que a oração em que São Francisco louva a Deus pelas criaturas, nos inspire novas atitudes e nos ajude a ser transformados pelo Espírito de Deus de modo a resgatarmos atitudes de quem cultiva e cuida do seu jardim, esta obra maravilhosa, que hoje requer socorro dos autênticos filhos de Deus, e de todos aqueles que empreendem ações sinceras e despojadas em favor do planeta.

CÂNTICO DAS CRIATURAS SÃO FRANCISCO DE ASSIS!
Altíssimo, onipotente e bom Deus, teus são o louvor,
a glória, a honra e toda benção.
Só a Ti, Altíssimo, são devidos, e homem algum
é digno de Te mencionar.
Louvado sejas, meu Senhor, com todas as Tuas criaturas.
Especialmente o irmão Sol, que clareia o dia
e com sua luz nos ilumina.
Ele é belo e radiante, com grande esplendor de Ti,
Altíssimo é a imagem.
Louvado sejas meu Senhor, pela irmã Lua e as Estrelas,
que no céu formastes claras, preciosas e belas.
Louvado sejas meu Senhor, pelo irmão Vento,
pelo ar ou neblina, ou sereno e de todo tempo,
pelo qual às Tuas criaturas dais sustento.
Louvado sejas meu Senhor, pela irmã Água,
que é muito útil, humilde, preciosa e casta.
Louvado sejas meu Senhor, pelo irmão Fogo,
pelo qual iluminas a noite, e ele é belo e alegre, vigoroso e forte.
Louvado sejas meu Senhor, pela nossa irmã a mãe Terra,
que nos sustenta e nos governa, e produz frutos diversos,
e coloridas flores e ervas.
Louvado sejas meu Senhor, pelos que perdoam
por Teu amor e suportam enfermidades e tribulações.
Bem-aventurados os que sustentam a paz, que por Ti,
Altíssimo serão coroados.
Louvado sejas meu Senhor, pela nossa irmã a morte corporal,
da qual homem algum pode escapar.
Ai dos que morrem em pecado mortal!
Felizes os que ela achar conforme a Tua Santíssima vontade,
porque a segunda morte não lhes fará mal.
Louvai e bendizei ao meu Senhor, e daí-lhes graças
e servi-O com grande humildade.
Amém!

Fonte: cfarquidiocesesorocaba.com

domingo, 13 de fevereiro de 2011

Reunião de Pais, Mães ou Responsáveis

“Em nossa sociedade hoje, como temos cuidado de nossos(as) filhos(as)?”
reunião de pais é um momento oportuno para nossa formação cristã

1.      19h30’’ – Acolhida  (providenciar bolo, suco, copos descartáveis, guardanapos, papel e caneta para anotações dos grupos.
2.       19h40’’ – VER - 10 minutos para expor o tema abaixo
3.       19h50’’ – Iniciar debate em grupo  (grupo de 3 a 4 pais) com as perguntas: O que estamos conseguindo? O que não? Anotar em papel por grupo.
4.       20h10’’ – ILUMINAR - Leitura Bíblica  e pontuação das respostas dos grupos de pais (providenciar bíblia, flores e vela);
Ø  A vida de Cristo em nós deve alcançar as pessoas. Acender a vela e ler Mt 5, 13-16;
Ø  Precisamos de experiências com o Senhor – Espiritualidade;
Ø  Somos chamados a conhecê-lo e também trazer outros a ter semelhante conhecimento;
Ø  Devemos começar com os que estão mais próximos: cônjuge, filhos, amigos, vizinhos.
5.       20h30’’ – CELEBRAR - Oração espontânea – após cada pedido cantar: Vem Espírito Santo vem, vem iluminar.
6.       20h40’’ – AGIR - esclarecimento de dúvidas sobre catequese (DNC cap 2)
Ø  bíblia, portifólio (pasta/caderno), material, catequistas/catequizandos;
Ø  Catequese permanente - sacramento é conquista, caminhada, não é prêmio nem castigo;
Ø  Lugares da catequese - idade, grupos, horário, tempo de catequese, avaliação;
Ø  Outros que julgar necessários;
Ø  Ouvir os pais – anotar tudo - atendimento individual e específico se necessário.
7.       21h – Fim da reunião.

Tema a ser exposto: “Em nossa sociedade hoje, como temos cuidado de nossos(as) filhos(as).”
ü Como resguardamos nossos pequenos da fascinação perigosa das drogas, do sexo, do ocultismo, do cristianismo liberal?
ü Nossa sociedade tem sido bombardeada com novidades que visam antes de tudo a mente das crianças;
ü Livros e música sempre precederam e até determinaram grandes mudanças para o bem ou o mal;
ü Nunca se viu tanta ênfase ao oculto, à libertinagem, nos livros, revistas, músicas (festas e TV);
ü Como pais e educadores, temos a responsabilidade de guardar as crianças e adolescentes de influências destrutivas, mesmo das que apresentam sob o inocente disfarce de “são apenas brincadeirinhas da idade”;
ü Educar vem do latim educare, que significa conduzir, guiar; Devemos conduzir nossas crianças a valores e princípios sólidos benéficos e imutáveis que só encontramos na Palavra de Deus e poupá-los das mentiras do diabo (aquele que divide, engana) e conduzi-las no caminho da verdade.
Obs:
a)     Não se faz reunião com os pais para apontar falhas dos filhos/as, cobrar falta de participação na catequese e comunidade, reclamar da indisciplina dos filhos/as, etc, mas para unir forças e partilhar responsabilidades de educar os catequizandos e planejar as ações para alcançar os objetivos da catequese na família e na comunidade. 
b)     Esta reunião não tem oração inicial nem final, o encontro todo é momento de oração e o clímax se dá no item 5.
c)     Outro detalhe: fazer a reunião participando os pais/mães/responsáveis e cada catequista por grupo/etapa, que recebe o roteiro e faz a sua reunião. Nada de 1 reunião com todos os pais e catequistas juntos.