sexta-feira, 30 de setembro de 2011

Crises de birra


O que eu faço agora?
Essa cena mamãe, você certamente já deve ter presenciado: seu filho esperneia e faz birra em algum lugar público, na maioria das vezes por um motivo aparentemente fútil. Choro, chutes, gritos, xingamentos e atiramento ao chão são as reações mais comuns. Você não sabe onde esconder o rosto. A grande dúvida dos pais é o que fazer quando a criança começa com uma crise de birra. Só que vamos puxar para uma outra questão: o porquê das crises de birra acontecerem. Se for a primeira vez que isso ocorre, a criança pequena ainda não sabe lidar com grande parte de seus sentimentos, principalmente no que diz respeito à frustração. Ela não consegue expressar isso através da linguagem e age na forma de birra. Cabe aos pais continuar firmemente em sua opinião e não ceder às vontades da criança. Mas é num gesto teoricamente de carinho que pode servir de entrada para uma criança “pentelhinha”. O “teatrinho” em lugar público acontece em grande parte em razão do sim dos pais às vontades da criança. Os pais dão ao filho o controle de toda situação e a criança não é capaz de lidar com todo esse controle. Cada vez que ouvirem um não, as crianças agirão sempre da mesma forma, pois sabem que dessa maneira conseguirão o que querem.

De quem é a culpa? - Será que não são os próprios pais os culpados por uma atitude malcriada dos filhos? Comodidade ou pais que não tem paciência e preferem ceder aos desejos dos filhos a que ter que arcar com a frustração da criança de levar um não, pode formar crianças sem limites, autoritárias e chatas, sem saber lidar com as frustrações da vida. É muito mais fácil fazer as vontades da criança do que impor limites. Apesar de resistente às regras, a criança precisa delas para crescer e se sentir segura. Essa regra deve ser imposta de um mesmo modo. O certo e errado ficará confuso quando a mãe disser uma coisa e o pai outra. A criança percebe esse desequilíbrio e sempre recorrerá àquele que vai ceder ao seu desejo. Deve haver consenso e um, não deve desautorizar o outro.

Sinais de um “cri-cri”
 - Esse comportamento pode aparecer na escola, onde a criança poderá ter problemas de relacionamento com os outros coleguinhas por ser muito mandona ou, ainda, os pais perceberão que na escola o filho é um “santinho”, pois lá existem regras a serem seguidas e em casa são desobedientes e autoritários devido à falta de limites. 
Outra questão é querer proteger a criança de qualquer perda, tristeza ou frustração. Assim, quando os pequenos entram em contato com algum desses sentimentos, pois não ficarão para sempre debaixo da proteção dos pais, não sabem suportar a situação e lidam de um modo exagerado. Nem tudo o que é radical é bom. Pais muito autoritários, por exemplo, acabam gerando filhos tímidos e com pouca criatividade. O bom senso e o meio termo dos pais é o que vai contar. Quando tem uma crise de birra, a criança mal consegue ouvir o que lhe dizemos e muito menos compreender. Os pais devem ser firmes e jamais ceder ou bater na criança. Bater gera mais raiva e medo e o que os pais devem querer e saber tirar de uma criança é o respeito. Ninguém disse que seria fácil ser pai e mãe, que o diga uma criança birrenta.

Dicas
1 Pais são pais e não amigos. Podem ser pais amigos, mas nunca devem deixar de ser pais. Sempre existe uma vovó ou um vovô para satisfazer as crianças, seja como for.
2 Brinquedo é diferente de brincadeira. A criança precisa de brincadeira com os pais e não que os pais comprem um brinquedo. É através da brincadeira que os pais impõem limites, dão carinho, atenção e amor.
3 Até os três anos de idade a criança entende mais uma ação do que uma ordem. Quando disser “não mexa” também retire a mão da criança do lugar inadequado.


Fonte: Adaptado Flávio - Guia do Bebê Uol - Bruno Rodrigues

sábado, 3 de setembro de 2011

Lectio Divina - Leitura Orante da Bíblia

O que é a Lectio Divina? - Não é fácil traduzir literalmente e com exatidão a expressão latina “Lectio Divina”. Habitualmente é chamada de Lição Divina ou leitura orante da Palavra de Deus. Trata-se de uma leitura atenta e sem pressa. Cada dia é meditado e contemplado um texto escolhido e preparado de antemão. Tal leitura não tem apenas a finalidade de satisfazer a curiosidade intelectual do leitor. Ela tem como objetivo alimentar a vida de fé do cristão, fortalecer a união com Deus e animar o apostolado. O vaticano II, na Constituição Dogmática “Dei Verbum”, sobre a Revelação Divina diz que: - “A Lectio Divina é a escuta religiosa e piedosa da leitura sagrada da Escritura” (DV 10). Pressupõe sempre uma atitude de fé orante e abertura de coração.
O encontro: - A leitura orante da Sagrada Escritura sempre tem sido o lugar preferido para o encontro com Deus. É a chamada “Lectio Divina”. Mas, “Lectio” não significa ler a Bíblia somente para adquirir conhecimentos ou obter informações. Trata-se de um encontro profundo e íntimo com Deus que se dirige a nós através da Palavra. É na Palavra que sentimos a unidade e a essência de Deus. No encontro com Deus encontro a mim mesmo de uma maneira nova. Santo Agostinho diz: - “A Palavra de Deus se opõe à tua vontade enquanto não te tornar artífice de tua salvação. Na medida em que tu mesmo fores o teu inimigo, também a Palavra de Deus o será. Torna-te amigo de ti mesmo e também a Palavra de Deus estará em harmonia contigo” (Sermão 110,3). Na medida em que compreendo a Palavra de Deus, compreendo a mim mesmo de uma maneira nova. Compreender o texto bíblico é compreender os meus limites.
O amor à Palavra: - Para a pessoa de fé, a Bíblia é o “Livro de Deus”. Quem segue a Cristo recorre sempre à Sagrada Escritura para encontrar a “Água viva da salvação”. É na escuta atenta da Palavra de Deus que o amor misericordioso e a compaixão vão sendo aprimorados. É sempre o Espírito Santo que suscita o amor e adesão à Palavra. Além do mais, a leitura atenta da Palavra sempre leva à oração e intimidade com o Senhor. É impossível compreender a leitura orante sem chegar à oração, em todas as suas formas e expressões, tais como: - súplicas, hinos, ação de graça, invocações, louvores, pedidos de perdão... Assim, a Lectio Divina passa a ser uma Palavra rezada e não apenas lida. É uma assimilação lenta do texto bíblico, onde a pessoa orante escuta atentamente a voz do Pai e volta o seu olhar e o seu coração para ele.
A escuta da Palavra: - No Antigo Testamento, uma das características peculiar da religião hebraica é, sem dúvida, a escuta atenta da Palavra. Por um lado, Deus fala através dos textos Sagrados; por outro, o povo responde na escuta, acolhendo tal Palavra, impregnando assim da sabedoria divina. Para que o povo de Israel seja “propriedade exclusiva do Senhor, bem como um reino de sacerdotes e uma nação santa”, precisa escutar sua Voz e observar sua Aliança (Ex 19,5-6). A atitude mais digna do ser humano, perante seu Criador e Pai, sintetiza-se na escuta de sua Palavra. Esta requer ambiente de silêncio, recolhimento e abertura. Nosso Deus continua a falar a cada pessoa que escuta atentamente sua Palavra.
Os quatro passos: - A leitura divina é dividida em quatro passos: - leitura – meditação – oração – contemplação. A leitura orante da Bíblia procura a união com Deus, à meditação o encontra, a oração o invoca e a contemplação o saboreia. Tal método acende o desejo ardente do coração para Deus. Contemplar é rezar sem palavras. É tornar-se um com Deus. Há uma conexão interna das quatro fases. O principal objetivo da leitura orante é encontrar-se com Deus. Na Lectio Divina, a alma percorre um itinerário espiritual em direção a um encontro sempre mais profundo com Deus.
Ler a Palavra: - Há uma evolução lenta. Aos poucos se passa do ato de ler para escutar a Palavra. Assim, por exemplo, Moisés cumpre sua missão mediadora entre Deus e o povo, lendo a Palavra do Senhor, que estava escrita nas tábuas da Aliança (Ex 24,7). A Lei escrita em pergaminhos, passa a ser chamada de Escritura, que quer dizer exatamente isto: - Lei escrita para ser lida e proclamada. No Novo Testamento Jesus fala com pessoas que conhecem bem a Escritura: - “Nunca lestes o que fez Davi quando teve necessidade, e ele e os que o acompanhavam sentiram fome”? (Mc 2,25). Podemos ver nesta pergunta de Jesus já a origem da Lectio divina.
Meditar a Palavra: - Já nos primeiros séculos do cristianismo, a Igreja, através dos Monges, fez uma grande descoberta: é preciso meditar as Escrituras, ou seja, “ruminar”. A leitura orante leva à meditação. É aí que o cristão percebe a força transformadora da Palavra, assim ele vai formando a consciência reta e clara dos apelos de Deus para poder agir perante a maldade do mundo. Meditar é parar. É tirar tempo para perceber as novidades de Deus. Meditar é mais do que ler. È colocar o ouvido e o coração à escuta.
Rezar a Palavra: - Aquilo que é lido no Antigo Testamento encontra sua realização na vida e nos ensinamentos de Jesus. Os evangelhos constituem o coração de toda a Bíblia. Toda leitura orante tende a conduzir à oração. Rezar é, em primeiro lugar, um relacionamento amoroso e gratuito com Deus. A autêntica oração é sempre união com Deus. É sempre intimidade com o Criador. Os frutos da oração se manifestam ao longo da vida. A oração nos traz de novo a sensibilidade humana, muitas vezes, esquecida em nosso cotidiano. Quem reza também se compromete. Quem reza entende a dor e o sofrimento do outro. É impossível rezar e ficar de braços cruzados, sem perceber o sofrimento de tantos irmãos sofredores. A oração conduz a um apostolado fecundo.
Contemplar a Palavra: - É necessário contemplar a Palavra, isto é, o Verbo que se encarnou, o Filho de Deus feito Homem. São João nos diz: - “Nós contemplamos a Palavra da Vida” (1Jo 1,1). Quem contempla também vai se comprometer com os valores do Reino, vai sempre mais percebendo qual é a autêntica vontade de Deus sobre sua vida. A contemplação permite o discernimento em profundidade. O próprio Jesus manda examinar as Escrituras como fonte de vida: - “Examinai as Escrituras porque julgais ter nelas a vida eterna; ora são elas que dão testemunho de mim” (Jo 5,39). O verbo “examinar” tem aqui o sentido de contemplar. A contemplação não tem nada de alucinação, desequilíbrio emocional ou até mesmo fanatismo. Não se pode forçar uma contemplação. Ela brota espontânea de uma atitude orante. Não basta pensar em Deus, é preciso unir-se sempre mais a ele. É através da contemplação que a pessoa encontra o equilíbrio interior e um estado de harmonia e paz. Neste espaço de Deus as feridas do coração vão sendo curadas. Na contemplação precisamos estar dispostos a nos assumir do jeito que somos diante de Deus. O ponto mais alto da ascese cristã é a contemplação.
Coração orante e contemplativo: - Eis o segredo de toda força missionária. A Lectio Divina é a base necessária de toda a vida cristã. A vida espiritual do cristão é a Sagrada Escritura lida, meditada, rezada e contemplada. Isso é compromisso de cada dia. A leitura orante não é exercício isolado do cristão, pois ele está em comunhão com toda a Igreja. Conforme Orígenes, o “cristão perfeito” é aquele que sabe ler as Escrituras. E no dizer de São Jerônimo, “desconhecer a Escritura é desconhecer Cristo”. Também Santo Ambrósio pede que a leitura da Palavra de Deus seja contínua e diária: - “Tenham, diariamente nas mãos a Sagrada Escritura, a fim de adquirir o conhecimento de cristo”.
Textos para oração:
- 2Timóteo 3,1-17: Toda a Escritura é inspirada por Deus.
- Atos 17,1-34: Os ensinamentos de Paulo a partir das Escrituras.       
Pe. Agenor Girardi

domingo, 28 de agosto de 2011

Dia do Catequista

Catequista, parabéns pelo seu dia. Você é um instrumento valioso para a Evangelização. Apesar das dificuldades: Alegrai-vos e exultai, porque será grande a vossa recompensa nos céus, pois assim perseguiram os profetas que vieram antes de vós. Mt, 5-12.

Aproveite o seu dia para refletir nestas 5 dicas de Formação para Catequistas adaptadas da Revista de Catequese No.134 pág 52 baseado no Doc. de Aparecida e na 3a. Sem. Latino Americana de Catequese:



1- Compreenda a história de sua formação.
2- Parta de um projeto orgânico elaborado  com competência cf. DAp 281.
3- Proponha itinerários diversificados e flexíveis que não estejam calcados no modelo de formação escolar. DAp 214,280,281.
4- Conte com pessoal capacitado para iniciar, acompanhar e sustentar os catequistas. III SLAC 85,96,101.
5- Aprenda o uso das novas tecnologias da informação e da comunicação.

ORAÇÃO DO CATEQUISTA
SENHOR, TU ME CHAMASTE A SER CATEQUISTA NA TUA IGREJA NESTE IMENSO BRASIL, NA TUA COMUNIDADE QUE TAMBÉM É MINHA. TU ME CONFIASTE A MISSÃO DE ANUNCIAR TUA PALAVRA, DE DENUNCIAR O PECADO, DE TESTEMUNHAR, PELA MINHA PRÓPRIA VIDA, OS VALORES DO EVANGELHO. RECUO DIANTE DE TEU CHAMADO. É PESADA SENHOR, A MINHA PRÓPRIA VIDA, OS VALORES DO EVANGELHO. CAMINHAREMOS JUNTOS, SENHOR, TU, APOIANDO-ME, ILUMINANDO-ME; EU, COLOCANDO-ME A TUA DISPOSIÇÃO, À DISPOSIÇÃO DA IGREJA, PREPARANDO-ME E ATUALIZANDO-ME SEMPRE MAIS PARA SERVIR MELHOR AO TEU POVO. FAZE-ME TEU INSTRUMENTO PARA QUE VINHA O TEU REINO, REINO DE AMOR À PAZ, DE FRATERNIDADE E JUSTIÇA, REINO, ONDE DEUS SERÁ TUDO EM TODOS. AMÉM.

domingo, 21 de agosto de 2011

Cartas para falar de sentimentos

Com esse jogo feito por você, a garotada vai aprender a reconhecer as emoções e a conversar sobre elas. Alegria, tristeza, raiva, saudades... Falar sobre as emoções, e dar nome a cada uma delas, vai ficar mais fácil com o baralho dos sentimentos. Feito com materiais simples, como EVA, papelão, papel colorido e letras em transfer, o jogo é indicado para qualquer idade. A lista de sentimentos você elabora junto com a turma. Cada um deles vai ser representado em uma carta. Depois, é só propor as atividades sugeridas a seguir. Durante a brincadeira, a turma se conhece melhor e aprende mais a respeito dos colegas. E você, ao trabalhar o tema, vai perceber que a garotada traz para a discussão conflitos que aconteceram no dia-a-dia. A disputa por uma figurinha na hora do encontro, por exemplo, pode render uma boa conversa na hora do jogo. O ideal é que as atividades façam parte da rotina diária. "Nesses momentos, não cabem julgamentos, punições ou humilhações. O importante é cada um explicar seu comportamento diante de uma situação apresentada", afirma a educadora Luciene Regina Paulino Tognetta, do Laboratório de Psicologia Genética da Universidade Estadual de Campinas (SP).


Como Fazer
1. Revestimento da base
De um lado do papel dúplex, cole o papel, estampado e no verso o liso. Repita o procedimento com todas as cartas. Arredonde os cantos.
2. Confecção do carimbo
Componha as expressões colando pedacinhos de EVA laranja no EVA preto. O contorno do rosto, as orelhas e o cabelo são sempre iguais. O que muda, dependendo do sentimento, são as sobrancelhas, os olhos e a boca. Faça um carimbo para cada sentimento.
3. Acabamento das cartas
Carimbe as carinhas nas cartas e, com as letras em transfer, escreva o nome de cada uma das emoções.
4. Outras versões
Para fazer um baralho de papel cartão, desenhe a carinha em papel colorido, recorte-a e cole-a na carta de outra cor. Se preferir, forre os dois lados de CDs velhos com papel colorido. Recorte uma ilustração de um livro infantil ou de um gibi e cole bem no centro do CD. Escreva embaixo o nome do sentimento.

Material necessário
Retalhos de EVA laranja
16 pedaços quadrados de EVA preto com 10 centímetros de lado
16 pedaços de papel dúplex com 10 por 15 centímetros
16 pedaços de papel de 180 ou 240 gramas estampado laranja com 10 por 15 centímetros
16 pedaços de papel de 180 ou 240 gramas liso laranja com 10 por 15 centímetros
Régua
Almofada preta para carimbo
Letras em transfer
Cola branca
Tesoura
Lápis
*Para confeccionar um baralho com 16 cartas.

Quatro Sugestões para usar o baralho
Teatro das emoções
Divida a turma em quatro grupos. Cada um ocupa um canto da sala. Fique no centro segurando o baralho. Um membro de cada equipe vai até você e escolhe uma carta sem que os colegas vejam qual é. Depois, eles voltam aos grupos e representam o sentimento com mímica até que os parceiros adivinhem. Em seguida, as equipes representam o mesmo sentimento para as demais adivinharem. A equipe que alcançar o objetivo primeiro ganha um ponto.
Pequenos escritores
Divida a turma em quatro grupos e peça para um representante de cada equipe escolher três cartas. Todos os participantes terão de escrever histórias com essas emoções. Variação: criar histórias em quadrinhos.
Como eu me sinto?
Peça para a turma formar grupos pequenos e espalhe o baralho sobre a mesa, com as figuras viradas para cima. Um de cada grupo lança o dado. Quem tirar o maior número sorteia de dentro de uma caixa um papel com alguma situação. Por exemplo: você acaba de saber que seu melhor amigo vai mudar de cidade no mês que vem. Você se sente... O grupo terá de escolher a carta do baralho que melhor define o sentimento.
Avaliação diferente
Após qualquer atividade, forme um círculo com a turma e espalhe as cartas no chão. Cada um escolhe uma ou duas para representar o que sentiu em relação à atividade.

Fonte: C, Marangon - Adaptado: Flávio Ronconi de Oliveira

Comer frutas - verdades e mentiras




Abaixo segue um e-mail (texto) que há algum tempo atrás circulou pela internet, e que no momento voltou a circular.A Profa. Dra. Fernanda Beraldo Michelazzo, se dispôs a nos ceder um artigo, escrito por ela, onde com embasamento científico ela esclarece vários equívocos que ocorrem no e-mail que circula pela internet.
Agradeço a atenção de todos.


Cláudia Angelotti
Administração TodaFruta


Texto (e-mail) que circulou e voltou a circular pela Internet.

MEDICINA PREVENTIVA / ORTOMOLECULAR / NUTROLOGIA APRENDA MAIS UMA!
Fruta é o mais perfeito alimento, gasta uma quantidade mínima de energia para ser digerida e dá ao seu corpo o máximo em retorno. O único alimento que faz seu cérebro trabalhar é glicose. A fruta e principalmente frutose (que pode ser transformada com facilidade em glicose), é na maioria das vezes 90-95 % de água. Isso significa que ela está limpando e alimentando ao mesmo tempo. O único problema com as frutas é que a maioria das pessoas não sabe como comê-las de forma a permitir que o corpo use efetivamente seus nutrientes. Deve-se comer frutas sempre com o estomago vazio. 
Por que?? 
A razão é que as frutas não são, em princípio, digeridas no estomago: são digeridas no intestino delgado. As frutas passam rapidamente pelo estomago, dali indo para o intestino, onde liberam seus açúcares. Mas se houver carne, batatas ou amidos no estomago, as frutas ficam presas lá e começam a fermentar.
Você já comeu alguma fruta de sobremesa, após uma farta refeição, e passou o resto da noite arrotando aquele desconfortável sabor restante? É porque você não a comeu da maneira adequada. Deve-se comer frutas sempre com o estomago vazio. A melhor espécie de fruta é a fresca ou o suco feito na hora. Você não deve beber suco dela ou do recipiente de vidro. 
Por que não? 
A maioria das vezes o suco foi aquecido no processo de vedação e sua estrutura tornou-se ácida. Quer fazer a mais valiosa compra que possa? Compre uma centrífuga. Você pode ingerir o suco extraído na centrífuga como se fosse a fruta, com o estomago vazio. E o suco é digerido tão depressa que você pode comer uma refeição quinze ou vinte minutos mais tarde. O dr. William Castillo, chefe da famosa clínica cardiológica Framington, de Massachusetts, declarou que fruta é o melhor alimento que podemos comer para nos proteger contra doenças do coração. Disse que as frutas contêm bioflavinóides, que evitam que o sangue se espesse e obstrua as artérias.
Também fortalecem os vasos capilares, e vasos capilares fracos quase sempre provocam sangramentos internos e ataques cardíacos. Agora, uma coisa final que gostaria que mantivesse em sua mente sobre frutas. Como se deve começar o dia? O que se deve comer no café da manhã? Você acha que é uma boa idéia pular da cama e encher seu sistema com um grande monte de alimentos (principalmente café e o pão branco com manteiga), que levará o dia inteiro para digerir? Claro que não. O que você quer é alguma coisa que seja fácil de digerir, frutas que o corpo pode usar de imediato, e que ajuda a limpar o corpo. Quando levantar-se, e durante o dia, o quanto for confortavelmente possível, coma só frutas frescas e sucos feitos na hora. Mantenha esse esquema até pelo menos o meio-dia, diariamente. Quanto mais tempo ficar só com frutas em seu corpo, maior oportunidade de ele limpar-se. Se você começar a se afastar dos outros ''lixos'' com que costuma encher seu corpo no começo do dia, sentirá uma nova torrente de vitalidade e energia, tão intensa que você mal acreditará. Tente durante os próximos dez dias e veja por si mesmo.
Os chineses e os japoneses bebem chá quente (de preferência chá verde) durante as refeições. Nunca água gelada ou bebidas geladas. Deveríamos adotar este hábito! 
** Líquidos gelados durante e após as refeições solidificam os componentes oleosos dos alimentos, retardando a digestão. 
Reagem com os ácidos digestivos e serão absorvidos pelo intestino mais depressa do que os alimentos sólidos, demarcando o intestino e endurecendo as gorduras, que permanecerão por mais tempo no intestino. Daí o valor de um chá morno ou até água morna depois de uma refeição. Facilita a digestão e amolece as gorduras para serem expelidas mais rapidamente, o que também ajuda no emagrecimento. 
** Um cardiologista disse que se cada pessoa que receber este e-mail enviá-lo para 10 pessoas pode ter a certeza de que salvará pelo menos uma vida. Eu já fiz a minha parte!!!!


TEXTO ABAIXO ESCRITO COM EMBASAMENTO CIENTÍFICO PELA PROFA. DRA. FERNANDA BERALDO MICHELAZZO O TEXTO QUE SEGUE É UMA RESPOSTA A UM E-MAIL (EQUIVOCADO) QUE CIRGULA PELA INTERNET SOBRE FRUTAS. 

Sou Profa. Dra. em Nutrição pela Faculdade de Ciências Farmacêuticas da Universidade de São Paulo e atuo ministrando vários cursos dentro da "Ciência da Nutrição".
Foi com muita preocupação que recebi este email. 
Nutricionista seria o profissional mais indicado para discorrer sobre FRUTAS e talvez não cometesse o erro de falar tantas bobagens, informações descabidas e sem respaldo científico:


1) A FRUTA gasta mais energia para ser digerida que um SORVETE, mesmo tendo valor calórico igual. POR EXEMPLO: uma maçã e uma bola pequena de sorvete de frutas: ambos tem em torno de 50 calorias, porém, o SALDO CALÓRICO DA MAÇÃ É MENOR, porque gasta muito mais para ser digerida e não é totalmente absorvida por causa da PECTINA, ao passo que o sorvete facilmente passa pelo estômago e logo é 100% absorvido. Portanto, A MAÇÃ ENGORDA MENOS QUE O SORVETE, mesmo contendo as mesmas 50 calorias, JUSTAMENTE POR GASTAR MAIS ENERGIA NA DIGESTÃO, além de conter vitaminas e minerais. (graças a Deus!!! e ao seu conteúdo de PECTINA e outras FIBRAS que RETARDAM o esvaziamento do estômago, permitindo assim que os diabéticos possam comê-las sem que haja um aumento na glicemia - teor de açúcar no sangue).


2) A FRUTOSE NÃO SE TRANSFORMA RAPIDAMENTE EM GLICOSE. SE ASSIM FOSSE, OS DIABÉTICOS ESTARIAM PROIBIDOS DE COMER FRUTAS. Além do mais, a Frutose que é o açúcar das frutas é absorvida mais lentamente que a Glicose, e não precisa de insulina para ser metabolizada. Ela é considerada um monossacarídeo (açúcar simples) que também alimenta o cérebro SEM PRECISAR SER CONVERTIDA. 


3) É NEGLIGENTE AFIRMAR QUE A FRUTA NÃO PODE SER CONSUMIDA APÓS O ALMOÇO: MENTIRA. A melhor absorção do Ferro se faz através da Vitamina C, ou seja, para evitar uma ANEMIA, é preciso comer FRUTAS CÍTRICAS APÓS O ALMOÇO (que geralmente é a refeição com maior conteúdo de Ferro) - para que ele possa ser absorvido.


4) As FRUTAS NÃO passam rapidamente pelo estômago, AO CONTRÁRIO. Justamente pelo seu teor de FIBRAS, elas demoram mais no estômago, especialmente quando ingeridas com CASCA, BAGAÇO E SEMENTES, o que é super positivo para asPESSOAS QUE PRECISAM EMAGRECER. JÁ ESTÁ COMPROVADO CIENTIFICAMENTE QUE POR CONTA DISTO, AS FRUTAS PROMOVEM MAIOR SACIEDADE E SÃO EXCELENTES COADJUVANTES NO EMAGRECIMENTO. 


5) O intestino delgado APENAS finaliza a digestão de partículas MUITO pequenas de alimentos. É o estômago o grande responsável pela digestão de TODOS OS ALIMENTOS. Pelo amor de Deus, isso é FISIOLOGIA BÁSICA!!!! 


6) AS FRUTAS NÃO FICAM PRESAS NAS BATATAS OU CARNES (O que é isso???). No estômago ocorre a mistura dos alimentos formando o BOLO ALIMENTAR, onde não se distingue mais o que é fruta ou carne ou batata. E SIM O QUE É CARBOIDRATO, PROTEÍNA, GORDURA E FIBRA. E é justamente O TEOR DE FIBRA deste BOLO ALIMENTAR que irá determinar a liberação do "açúcar" ou da gordura. QUANTO MAIS FIBRA TIVER, OU SEJA, SE A FRUTA FOR COMIDA JUNTAMENTE OU LOGO APÓS AS BATATAS OU CARNES ELA IMPEDIRÁ QUE O EXCESSO DE GORDURA OU DE CARBOIDRATO SEJA ABSORVIDO. Por isso a recomendação DOS ÓRGÃOS INTERNACIONAIS de que AS REFEIÇÕES DEVEM CONTER PELO MENOS UMA FRUTA. 


7) É DESEJÁVEL que haja fermentação das Fibras no intestino grosso (para que as bactérias benéficas produzam substâncias que irão proteger o coração), ou seja, para não haver fermentação de açúcar, é necessário comer FIBRAS. Elas diminuem o risco de câncer e várias outras doenças de alergia no intestino. AS FIBRAS SÃO ENCONTRADAS EM VÁRIOS ALIMENTOS, NÃO SÓ EM FRUTAS: VEGETAIS, CEREAIS INTEGRAIS, POR EXEMPLO. 


8) Nem todas as Frutas podem ser comidas em jejum. Depende muito de cada caso.É ERRADO GENERALIZAR. Se o paciente sofrer de gastrite ou úlcera ou tiver hérnia de hiato ou diverticulite ou síndrome do intestino curto NÃO PODERÁ COMER FRUTA EM JEJUM, principalmente as mais ácidas, como abacaxi, maracujá, acerola, manga.


9) Estimular a compra de uma centrífuga também não é conveniente. É UM PRODUTO CARÍSSIMO e nem todos tem acesso. Além do mais, O SUCO AUMENTA MUITO MAIS A GLICEMIA DO QUE A FRUTA, NÃO SENDO RECOMENDADO A
VONTADE PARA DIABÉTICOS, OBESOS, CARDÍACOS, NEM PARA PACIENTES COM SÍNDROME METABOLICA
. Mais uma vez, NÃO PODEMOS GENERALIZAR. CADA CASO É UM CASO!!!! 

O Dr. William Castillo, realmente declarou que fruta é o melhor alimento e protege contra doenças do coração. MAS JAMAIS ELE DISSE QUE ELA DEVERIA SER CENTRIFUGADA OU COMIDA EM JEJUM, OU AINDA FALOU CONCEITOS ERRADOS DE FISIOLOGIA DA NUTRIÇÃO!!! 

10) Café e pão branco com manteiga NÃO LEVAM O DIA INTEIRO PARA SEREM DIGERIDOS E NÃO SÃO "LIXOS". Os
trabalhos científicos revelam que esta composição de
refeição pode levar em torno de 2 horas para ser
digerido, deixar o estômago, ser absorvidos no
intestino e chegar ao sangue. É UMA BOA FONTE DE
ENERGIA PARA PESSOAS COM BAIXA CONDIÇÃO FINANCEIRA
, por exemplo. O QUE NÃO ANULA A IMPORTÂNCIA DOS PÃES INTEGRAIS E O
ACRÉSCIMO DE FRUTAS NO CAFÉ DA MANHÃ. 



11) É difícil manter um cardápio só de Frutas. Haja vistas porque a "Dieta do abacaxi" (e de outras frutas) fracassou!!!

Os chineses e os japoneses têm hábitos alimentares saudáveis, comem alimentos funcionais e praticam Atividade Física. Tem baixos índices de doenças do coração, mas por conta do uso dos chás quentes, são a população com maior índice de câncer de esôfago e estômago. 
Cada vez mais os cientistas do mundo inteiro, inclusive os do Brasil, descobrem os benefícios dos diferentes chás da natureza. MAS CUIDADO COM TEMPERATURAS EXTREMAS, ELAS PODEM CAUSAR CÂNCER. 
Bebidas geladas NÃO SOLIDIFICAM A GORDURA!!! 
Mais uma vez FISIOLOGIA BÁSICA: o estômago tem a função de igualar a temperatura dos alimentos e formar o bolo alimentar. Tanto faz a temperatura, pois o estômago vai fazer este papel. É bem verdade que alimentos mais mornos do que frios FACILITAM A DIGESTÃO. 
EDUCAÇÃO É A SAÍDA PARA UMA MELHOR SAÚDE.
MAS EDUCAÇÃO COM RESPONSABILIDADE!!! 

Profa. Dra. Fernanda Beraldo Michelazzo

quarta-feira, 17 de agosto de 2011

9 alimentos que ajudam a não reter líquidos


A retenção de líquido é um dos fatores que mais contribuem para o desconforto e o aumento de peso. Alguns alimentos têm propriedade diurética, ou seja, ajudam no funcionamento dos rins. Este órgão é, basicamente, beneficiado pela ingestão adequada de água e alimentos com alto teor do líquido.

De acordo com a nutricionista Vanessa Naddaf, os rins são responsáveis por filtrar e eliminar as toxinas do organismo. O consumo de água e diuréticos estimula a produção da urina, garantindo essa eliminação com mais frequência.
“Dê preferência o consumo destes produtos in natura (crus), na forma de sucos ou chás. Assim, a pessoa aproveitará todas as propriedades destes alimentos”, explica a nutricionista.
 Saiba quais são esses alimentos:
 - Abacaxi: rico em vitaminas A, B, C, fósforo, cálcio, potássio e bromelaína. É indicado na má digestão, beneficia o aparelho urinário, a pressão arterial, artrite, bronquite, tosse e obesidade. A bromelaína é uma enzima presente no abacaxi que ajuda na digestão, e ainda pode ser eficaz para dissolver coágulos sanguíneos.
- Coco: rico em vitaminas A, do complexo B (B1, B2, B5), vitamina C e sais minerais, como potássio, cálcio, fósforo, magnésio, sódio e cloro. Também é rico em fibras, proteínas, carboidrato e gorduras. São vários os benefícios que a água de coco nos proporciona. Ela ajuda a reduzir colesterol, reduz a pressão arterial, desidratação, diarréia, trata úlcera estomacal e depura o sangue.
- Melancia: rica em vitaminas do complexo B, vitamina C, magnésio, cálcio, potássio, fósforo e betacaroteno. Ajuda a amenizar os sinais de envelhecimento, previne contra o câncer, auxilia na eliminação de acido úrico, além de limpar o estômago, intestino e obesidade.
- Cenoura: estimula o metabolismo, carrega minerais, silício e potássio, que ajudam na eliminação dos excessos de líquidos no organismo;
- Pepino: rico em ferro, enxofre, potássio, fósforo e betacaroteno. O pepino é diurético e ajuda a eliminar o excesso de acido úrico. É muito bom para a pele e o envelhecimento.
- Salsa: rico em vitaminas A e C, a salsa é anticancerígena, alivia dores de estômago e ajuda na eliminação de gases. É diurético, elimina o excesso de líquidos, da celulite, inflamações das vias urinárias e cálculos renais. Ela também melhora os distúrbios menstruais, refresca o hálito e fortalece a estrutura do colágeno da pele.

- Beterraba: rica em: açúcar, proteínas, fibras, vitaminas A, do complexo B, vitamina C e sais minerais como: ferro, zinco, sódio, potássio e magnésio. É muito boa para combater anemia, perda excessiva de líquidos e problemas de fígado.

- Dente de leão: rico em ferro e cobre. Usado nos casos de diabetes, hemorróidas, gota, artrite, ajuda aliviar a retenção de líquidos e reduz a hipertensão arterial.

- Melão: rico em vitaminas A, do complexo B, vitamina C, cálcio, magnésio, potássio, fósforo e betacaroteno. Ajuda na desintoxicação alimentar, males dos rins, é um hidratante, também auxilia contra a obesidade.
Fonte: Site Sua dieta

sábado, 30 de julho de 2011

Você tende a se vitimizar? Faça o teste.


Quem nunca teve um período da vida em que achou que algo de errado estava acontecendo? Ou conheceu uma pessoa que reclamava constantemente, como se fosse o ser mais injustiçado do mundo? A psicóloga Wania Prado afirma que se fazer de vítima é um comportamento normal do ser humano e que acontece, muitas vezes, de maneira inconsciente.

"A pessoa que está sempre se vitimizando não conhece, verdadeiramente, as suas qualidades e suas fragilidades. Age como se os outros fossem responsáveis por ela. São pessoas que temem assumir a responsabilidade da própria vida e preferem que o outro tenha o controle. Através da sua atitude de se vitimizar, provoca a compaixão alheia, mas, muitas vezes, a revolta e a indignação."
Segundo a especialista, esse comportamento esconde, principalmente, uma forte carência, que é percebida pelas outras pessoas com quem a vítima convive. "A pessoa que diz à outra que ela se coloca nesse papel está prestando um grande favor", diz a psicóloga.
Fonte: Uol - Renata Rode

domingo, 17 de julho de 2011

Ensinar bem é... saber planejar


O planejamento deve estar presente em todas as atividades catequéticas para se chegar aos mais altos objetivos. Improvisos às vezes acontecem, mas não podem virar regar. O planejamento é a etapa mais importante do projeto pedagógico, porque é nela que as metas são articuladas às estratégias e ambas são ajustadas às possibilidades reais. Existem três tipos de planejamento na catequese: o plano da comunidade/paróquia, o plano de ensino dos temas/encontros e a sequência ou projeto didático. O primeiro traz orientações gerais que vinculam os objetivos da comunidade ao sistema catequético mais amplo e deve ser baseado no DNC (diretório nacional de catequese). O plano de ensino dos temas/encontros, se divide em tópicos que definem metas, conteúdos e estratégias metodológicas da catequese em suas etapas. A sequência didática é a previsão de conteúdo de um conjunto dos encontros e o projeto de um trabalho mais longo e complexo.

O planejamento catequético é um processo de racionalização, organização e coordenação da atividade do catequista, que articula o que acontece dentro da catequese com o contexto em que ela se insere. Trata-se de um processo de reflexão crítica a respeito das ações e opções ao alcance do catequista. Por isso a idéia de planejar precisa estar sempre presente e fazer parte de todas as atividades — senão prevalecerão rumos estabelecidos em contextos estranhos à catequese e/ou ao catequista e/ou ao catequizando/a. Para Flávio Ronconi de Oliveira, catequista e membro da equipe diocesana em Taubaté, "o que mostra uma eficácia na catequese é a excelência do seu planejamento. Aquele que educa lida com o conhecimento e não pode agir de improviso. Educar na fé, além de crer naquilo que se faz, exige planejamento, oração, sistematização e muita criatividade".

Trabalho coletivo:

Planejar é um ato coletivo que envolve a troca de informações entre catequistas, coordenadores, agentes pastorais, catequizandos e pais. Isso não quer dizer que o produto final venha a ser um documento complicado. Ao contrário, ele deve ser simples, funcional e flexível. E não adianta elaborar o planejamento tendo em mente apenas catequizandos ideais. Avalie o que sua turma já vivência da fé e o que ainda precisa aprender. Só assim você poderá planejar com base em necessidades reais de aprendizagem. Esteja aberto para acolher os catequizandos e suas circunstâncias. E, é claro, para aprender com os próprios erros e caminhar junto com a turma.

Planejar requer:
pesquisar sempre; 
ser criativo na elaboração do encontro; 
estabelecer prioridades e limites e muita oração; 
estar aberto para acolher o/a catequizando/a e sua realidade; 
ser flexível para replanejar sempre que necessário. 

Leve sempre em conta:
as características e necessidades de aprendizagem dos/as catequizandos/as; 
os objetivos catequéticos da comunidade e seu projeto; 
o conteúdo de cada etapa; 
os objetivos e seu compromisso pessoal com a Igreja; 
as condições objetivas da missão. 

Com base nisso, defina:
o que vai ensinar; 
como vai ensinar; 
quando vai ensinar; 
o que, como e quando avaliar. 

Fonte: adaptado Flávio - Site Nova Escola

quarta-feira, 22 de junho de 2011

Bullying

1. O que é bullying?

Bullying é uma situação que se caracteriza por agressões intencionais, verbais ou físicas, feitas de maneira repetitiva, por um ou mais  colegas contra um ou mais colegas. O termo bullying tem origem na palavra inglesabully, que significa valentão, brigão. Mesmo sem uma denominação em português, é entendido como ameaça, tirania, opressão, intimidação, humilhação e maltrato.
"É uma das formas de violência que mais cresce no mundo", afirma Cléo Fante, educadora e autora do livro Fenômeno Bullying: Como Prevenir a Violência nas Escolas e Educar para a Paz (224 págs., Ed. Verus, tel. (19) 4009-6868 ). Segundo a especialista, o bullying pode ocorrer em qualquer contexto social, como escolas, universidades, famílias, vizinhança e locais de trabalho. O que, à primeira vista, pode parecer um simples apelido inofensivo pode afetar emocional e fisicamente o alvo da ofensa. Além de um possível isolamento ou queda do rendimento escolar, crianças e adolescentes que passam por humilhações racistas, difamatórias ou separatistas podesm apresentar doenças psicossomáticas e sofrer de algum tipo de trauma que influencie traços da personalidade. Em alguns casos extremos, o bullying chega a afetar o estado emocional do jovem de tal maneira que ele opte por soluções trágicas, como o suicídio.

 

2. O que não é bullying?


Discussões ou brigas pontuais não são bullying. Conflitos entre professor e aluno ou aluno e gestor também não são considerados bullying. Para que seja bullying, é necessário que a agressão ocorra entre pares (colegas de classe ou de trabalho, por exemplo). Todo bullying é uma agressão, mas nem toda a agressão é classificada como bullying. 
Para Telma Vinha, doutora em Psicologia Educacional e professora da Faculdade de Educação da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), para ser dada como bullying, a agressão física ou moral deve apresentar quatro características: a intenção do autor em ferir o alvo, a repetição da agressão, a presença de um público espectador e a concordância do alvo com relação à ofensa. ''Quando o alvo supera o motivo da agressão, ele reage ou ignora, desmotivando a ação do autor'', explica a especialista.

3. O bullying é um fenômeno recente?

Não. O bullying sempre existiu. No entanto, o primeiro a relacionar a palavra a um fenômeno foi Dan Olweus, professor da Universidade da Noruega, no fim da década de 1970. Ao estudar as tendências suicidas entre adolescentes, o pesquisador descobriu que a maioria desses jovens tinha sofrido algum tipo de ameaça e que, portanto, o bullying era um mal a combater.
A popularidade do fenômeno cresceu com a influência dos meios eletrônicos, como a internet e as reportagens na televisão, pois os apelidos pejorativos e as brincadeiras ofensivas foram tomando proporções maiores. "O fato de ter consequências trágicas - como mortes e suicídios - e a impunidade proporcionaram a necessidade de se discutir de forma mais séria o tema", aponta Guilherme Schelb, procurador da República e autor do livro Violência e Criminalidade Infanto-Juvenil (164 págs., Thesaurus Editora tel. (61) 3344-3738).

4. O que leva o autor do bullying a praticá-lo?

Querer ser mais popular, sentir-se poderoso e obter uma boa imagem de si mesmo. Isso tudo leva o autor do bullying a atingir o colega com repetidas humilhações ou depreciações. É uma pessoa que não aprendeu a transformar sua raiva em diálogo e para quem o sofrimento do outro não é motivo para ele deixar de agir. Pelo contrário, sente-se satisfeito com a opressão do agredido, supondo ou antecipando quão dolorosa será aquela crueldade vivida pela vítima.
''O autor não é assim apenas na escola. Normalmente ele tem uma relação familiar na qual tudo se resolve pela violência verbal ou física e ele reproduz isso no ambiente escolar'', explica o médico pediatra Lauro Monteiro Filho, fundador da Associação Brasileira Multiprofissional de Proteção à Infância e Adolescência (Abrapia).
Sozinha, a escola não consegue resolver o problema, mas é normalmente nesse ambiente que se demonstram os primeiros sinais de um praticante de bullying. "A tendência é que ele seja assim por toda a vida, a menos que seja tratado", diz.

5. O espectador também participa do bullying?

Sim. O espectador é um personagem fundamental no bullying. É comum pensar que há apenas dois envolvidos no conflito: o autor e o alvo. Mas os especialistas alertam para um terceiro personagem responsável pela continuidade do conflito. O espectador típico é uma testemunha dos fatos, pois não sai em defesa da vítima nem se junta aos autores. Quando recebe uma mensagem, não repassa. Essa atitude passiva pode ocorrer por medo de também ser alvo de ataques ou por falta de iniciativa para tomar partido.
Os que atuam como plateia ativa ou como torcida, reforçando a agressão, rindo ou dizendo palavras de incentivo também são considerados espectadores. Eles retransmitem imagens ou fofocas. Geralmente, estão acostumados com a prática, encarando-a como natural dentro do ambiente escolar. ''O espectador se fecha aos relacionamentos, se exclui porque ele acha que pode sofrer também no futuro.
Se for pela internet, por exemplo, ele ‘apenas’ repassa a informação. Mas isso o torna um coautor'', explica a pesquisadora Cléo Fante, educadora e autora do livro Fenômeno Bullying: Como Prevenir a Violência nas Escolas e Educar para a Paz (224 págs., Ed. Verus, tel. (19) 4009-6868).

6. Como identificar o alvo do bullying?

O alvo costuma ser uma criança com baixa autoestima e retraída tanto na escola quanto no lar. ''Por essas características, é difícil esse jovem conseguir reagir'', afirma o pediatra Lauro Monteiro Filho. Aí é que entra a questão da repetição no bullying, pois se o aluno procura ajuda, a tendência é que a provocação cesse.
Além dos traços psicológicos, os alvos desse tipo de violência costumam apresentar particularidades físicas. As agressões podem ainda abordar aspectos culturais, étnicos e religiosos.
"Também pode ocorrer com um novato ou com uma menina bonita, que acaba sendo perseguida pelas colegas", exemplifica Guilherme Schelb, procurador da República e autor do livro Violência e Criminalidade Infanto-Juvenil (164 págs., Thesaurus Editora tel. (61) 3344-3738).

7. Quais são as conseqüências para aquele que é alvo de bullying?

Aquele que sofre bullying, principalmente quando não pede ajuda, enfrenta medo e vergonha de ir à escola. Pode querer abandonar os estudos, não se achar bom para integrar o grupo e apresentar baixo rendimento.
Uma pesquisa da Associação Brasileira Multiprofissional de Proteção à Infância e Adolescência (Abrapia) revela que 41,6% das vítimas nunca procuraram ajuda ou falaram sobre o problema, nem mesmo com os colegas.
As vítimas chegam a concordar com a agressão, de acordo com Luciene Tognetta, doutora em Psicologia Escolar e pesquisadora da Faculdade de Educação da Universidade Estadual de Campinhas (Unicamp). O discurso deles segue no seguinte sentido: "Se sou gorda, por que vou dizer o contrário?"
Aqueles que conseguem reagir podem alternar momentos de ansiedade e agressividade. Para mostrar que não são covardes ou quando percebem que seus agressores ficaram impunes, os alvos podem escolher outras pessoas mais indefesas e passam a provocá-las, tornando-se alvo e agressor ao mesmo tempo.

8. O que é pior: o bullying com agressão física ou o bullying com agressão moral?

Ambas as agressões são graves e têm danos nocivos ao alvo do bullying. Por ter consequências imediatas e facilmente visíveis, a violência física muitas vezes é considerada mais grave do que um xingamento ou uma fofoca.
''A dificuldade que a escola encontra é justamente porque o professor também vê uma blusa rasgada ou um material furtado como algo concreto. Não percebe que a uma exclusão, por exemplo, é tão dolorida quanto ou até mais'', explica Telma Vinha, doutora em Psicologia Educacional e professora da Faculdade de Educação da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp).
Os jovens também podem repetir esse mesmo raciocínio e a escola deve permanecer alerta aos comportamentos moralmente abusivos.

9. Existe diferença entre o bullying praticado por meninos e por meninas?

De modo geral, sim. As ações dos meninos são mais expansivas e agressivas, portanto, mais fáceis de identificar. Eles chutam, gritam, empurram, batem.
Já no universo feminino o problema se apresenta de forma mais velada. As manifestações entre elas podem ser fofocas, boatos, olhares, sussurros, exclusão. "As garotas raramente dizem por que fazem isso. Quem sofre não sabe o motivo e se sente culpada", explica a pesquisadora norte-americana Rachel Simmons, especialista em bullying feminino.
Ela conta que as meninas agem dessa maneira porque a expectativa da sociedade é de que sejam boazinhas, dóceis e sempre passivas. Para demonstrar qualquer sentimento contrário, elas utilizam meios mais discretos, mas não menos prejudiciais. "É preciso reconhecer que as garotas também sentem raiva. A agressividade é natural no ser humano, mas elas são forçadas a encontrar outros meios - além dos físicos - para se expressar", diz Rachel.

10. O que fazer quando se identifica um caso de bullying?

Ao surgir uma situação em sala, a intervenção deve ser imediata. "Se algo ocorre e o educadoor se omite ou até mesmo dá uma risadinha por causa de uma piada ou de um comentário, vai pelo caminho errado. Ele deve ser o primeiro a mostrar respeito e dar o exemplo", diz Aramis Lopes Neto, presidente do Departamento Científico de Segurança da Criança e do Adolescente da Sociedade Brasileira de Pediatria.
O educador pode identificar os atores do bullying: autores, espectadores e alvos. Claro que existem as brincadeiras entre colegas no ambiente escolar. Mas é necessário distinguir o limiar entre uma piada aceitável e uma agressão. "Isso não é tão difícil como parece. Basta que o professor se coloque no lugar da vítima. O apelido é engraçado? Mas como eu me sentiria se fosse chamado assim?", orienta o pediatra Lauro Monteiro Filho.
Veja os conselhos dos especialistas Cléo Fante e José Augusto Pedra, autores do livro Bullying Escolar (132 págs., Ed. Artmed, tel; 0800 703 3444):
- Incentivar a solidariedade, a generosidade e o respeito às diferenças por meio de conversas, campanhas de incentivo à paz e à tolerância, trabalhos didáticos, como atividades de cooperação e interpretação de diferentes papéis em um conflito;
- Desenvolver em sala de aula um ambiente favorável à comunicação entre alunos;
- Quando um estudante reclamar de algo ou denunciar o bullying, procurar imediatamente a direção da escola.

11. Qual o papel do educador em conflitos fora da sala?

O educador é um exemplo fundamental de pessoa que não resolve conflitos com a violência. Não adianta, porém, pensar que o bullying só é problema dos educadores quando ocorre do portão para dentro. É papel da instituição construir uma comunidade na qual todas as relações são respeitosas.
''Deve-se conscientizar os pais e os alunos sobre os efeitos das agressões fora do ambiente escolar, como na internet, por exemplo'', explica Adriana Ramos, pesquisadora da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp) e coordenadora do curso de pós-graduação ''As relações interpessoais na escola e a construção da autonomia moral'', da Universidade de Franca (Unifran).
''A intervenção da escola também precisa chegar ao espectador, o agente que aplaude a ação do autor é fundamental para a ocorrência da agressão'', complementa a especialista.

12. O educador também é alvo de bullying?

Conceitualmente, não, pois, para ser considerada bullying, é necessário que a violência ocorra entre pares, como colegas de classe ou de trabalho. O educador pode, então, sofrer outros tipos de agressão, como injúria ou difamação ou até física, por parte de um ou mais alunos.
Mesmo não sendo entendida como bullying, trata-se de uma situação que exige a reflexão sobre o convívio entre membros da comunidade escolar. Quando as agressões ocorrem, o problema está na instituição como um todo. Em uma reunião com todos os educadores, pode-se descobrir se a violência está acontecendo com outras pessoas da equipe para intervir e restabelecer as noções de respeito.
Se for uma questão pontual, com um educador apenas, é necessário refletir sobre a relação entre o docente e o educando ou a classe. ''O jovem que faz esse tipo de coisa normalmente quer expor uma relação com o educador que não está bem. Existem comunidades na internet, por exemplo, que homenageiam os docentes. Então, se o educando se sente respeitado pelo educador, qual o motivo de agredi-lo?'', questiona Adriana Ramos, pesquisadora da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp) e coordenadora do curso de pós-graduação "As relações interpessoais na escola e a construção da autonomia moral", da Universidade de Franca (Unifran).
O educador é uma autoridade na sala, mas essa autoridade só é legitimada com o reconhecimento dos educandos em uma relação de respeito mútua. ''O jovem está em processo de formação e o educador é o adulto do conflito e precisa reagir com dignidade'', afirma Telma Vinha, doutora em Psicologia Educacional e professora da Faculdade de Educação da Unicamp.



Adaptado

sábado, 18 de junho de 2011

Toalhas sempre felpudas e cheirosas

O cuidado com as toalhas é uma boa tarefa para ensinar responsabilidade às crianças, afinal educação começa em casa... é um trabalho árduo, às vezes é mais fácil fazer do que mandar... bem vamos às dicas:

DICAS
1- Observe as etiquetas e sigam as orientações (de qualquer peça, não só toalhas)
2- Lave as toalhas novas antes de  usar
3- Não misture cores - claras com claras / escuras com escuras
4- Lave com sabão neutro - eu uso sabão de côco em barra - (ralo em casa) - 01 barra por máquina de 8 kilos - nível de água alto (Aboli o sabão em pó da minha  casa)
5- Não use amaciante - não estou sendo herege - ele reduz a capacidade de absorção das toalhas (Gordura)
6- Enxague duas vezes (Segredo da maciez está no enxague) 
7- Compre sempre toalhas 100% algodão, se puder as de algodão egípcio - Maravilhosas
8- Pulo do Gato - Se você tem secadora, termine a secagem por 10 minutos - afofa as fibras e deixa as toalhas macias
9- Importante - Não passe as tolhas com ferro, alise-as com as mãos e borrife àgua perfumada apropriada (Costumo usar da Blue Gardênia ou Trussardi)
10- Marque as toalhas: Crianças com o nome / Casal - Ele e Ela / Hóspedes - Guest
11- Dobre sempre banho/rosto e coloque os pares juntos. Facilita o trabalho da arrumadeira
12- Costumo comprar sabonetes (L' occitane), saches e deixo dentro do guarda roupa, as toalhas e roupa de cama ficam muito cheirosas  

Muito Importante: Nunca, mais nunca mesmo, amontoe tolhas molhadas, criam mofo e ficam com mau cheiro (para sempre).

Fonte: blog Tia Mara